domingo, fevereiro 27, 2011

Último Minuto - Lula Queiroga.

CURIOSIDADES: Como é Que as Moscas Conseguem Fugir Tão Rápido Quando Tentamos Matá-las?

O corpo delas é todo coberto de pêlos que funcionam como mini-radares. Eles são especialmente sensíveis a movimentos de ar. O movimento da mão ou de qualquer outro objeto sólido cria a flutuação do ar e permite que a mosca voe antes de receber o golpe mortal.

Edgar Vasques: Rango.


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Homenagem ao Recife.


Podemos dizer que a história do Recife se configura como uma importante página da história de Pernambuco, uma vez que, não foram poucos, os acontecimentos históricos ocorridos na atual capital do estado. Muitos foram os fatos políticos e sociais que tiveram como cenário, as ruas recifenses. Conhecida como a Veneza Brasileira", a cidade também foi a sede do governo holandês no século XVII, denominada então de "Cidade Maurícia".

Além disso, a proximidade histórica do Recife com Olinda, também pode ser explicada pela história, uma vez que, o Recife fazia parte do território da vila das Sete Colinas (Olinda), tornando-se vila independente só em 1710, após a Guerra dos Mascates, que envolveu os senhores de engenho residentes em Olinda e os comerciantes (conhecidos como Mascates) que vivíam na região portuária do Recife.

E a partir do século XIX, o Recife passa a ter notável importância política e econômica dentro de Pernambuco, passando a ser considerado como a capital da província. Também foi palco da Revolução Pernambucana de 1817, da Confederação do Equador e da Revolução Praieira. Ampliando cada vez mais o seu peso político, dentro do contexto imperial.

E diante dessa trajetória histórica, também é válido ressaltar a grande relevância cultural que está presente no cotidiano da cidade. Sendo em muitos casos, palco das grandes vanguardas artísticas, não somente no âmbito erudito, quanto também, no contexto popular. O Recife do Frevo é também o Recife do Mangue-Beat e de uma multiculturalidade presente, tanto nos antigos bairros tradicionais, quanto na realidade subúrbana. E é na suas histórias que encontramos e nos encantamos com toda poética vida recifense.

As Aventuras da Família Brasil - Luis Fernando Veríssimo


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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

79 Anos do Voto Feminino no Brasil.

No dia 24 de Fevereiro de 1932, o então presidente Getúlio Vargas instituiu o  Primeiro Código Eleitoral Brasileiro que, pelo Decreto 21.076, este Código adotou o voto direto, obrigatório, secreto e o Sufrágio Eleitoral. Além disso, vale destacar que foi nesse período que ficou assegurado, o voto às mulheres solteiras ou viúvas com renda própria, ja as casadas, so poderiam votar, mediante a autorização do marido.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

CURIOSIDADES: Diferenças Entre o FBI e a CIA

O FBI (Federal Bureau of Investigation) é uma espécie de Polícia Federal dos Estados Unidos, uma agência governamental que possui o papel de amparar a lei através da investigação de violações da lei penal federal. Entretanto, ao contrário do que alguns pensam, o FBI não é um departamento de polícia nacional, mas sim, uma jurisdição diferente para certos tipos de crimes, administrada pelo Procurador Geral da Justiça dos Estados Unidos. Criada em 26 de julho de 1908 pelo promotor público Charles Joseph Bonaparte, o FBI é considerado a maior agência policial do mundo, contando com trinta mil funcionários e atuando em sessenta países.


De uma forma bem simples, a CIA (Central Intelligence Agency) é o serviço de inteligência estadunidense, cujo papel é coletar informações de fontes humanas, avaliar se essas informações ameaçam a segurança nacional, além de informar os responsáveis para que sejam tomadas medidas cabíveis.  O serviço de inteligência estadunidense foi criado para satisfazer uma necessidade estratégica em virtude da Guerra Fria e do avanço do comunismo. Atualmente a CIA perdeu um pouco de sua importância, pois seu trabalho é restrito à investigação de informações de fontes humanas, a obtenção de informações obtidas de sinais de comunicação (SIGINT) é tarefa de outro órgão, a NSA.

Embora o compartilhamento de informações entre o FBI e a CIA possa ser algo comum, existem grandes diferenças entre os órgãos. A maior delas é que, enquanto o FBI possui uma atuação maior dentro dos Estados Unidos, o trabalho da CIA é realizado no exterior. Essa distinção, porém, já foi desrespeitada diversas vezes.

Fonte: www.brasilescola.com
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21 de Fevereiro de 1922: Lampião Oferece Música à sua Tia.



Além de rei do cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também era compositor. No ano de 1922, o cangaceiro ofereceu  à sua tia, Jacosa, a famosa música, Mulher Rendeira, de sua autoria.

domingo, fevereiro 20, 2011

Dia 20 de Fevereiro de 1981 - Fundação da ANDES.

Hoje comemoramos a data de fundação da ANDES - Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior. Histórica entidade que atua em defesa a uma educação superior pública e de qualidade.



Breve Histórico:

O ANDES-SN foi fundado em 1981 como Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior. Sete anos depois, após a promulgação da Constituição Federal em 1988, passou a ser Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Ainda sob a pressão do regime militar, o ANDES-SN preocupou-se em não apartar o trabalho acadêmico da realidade social, vinculando, na prática, a luta dos docentes às lutas de outros trabalhadores.

Essa postura introduziu no cotidiano docente um pensar articulado da realidade social que, pela sua importância, instituiu espaços destinados à discussão da questão da terra, classe, etnia e gênero, para além de questões ligadas à educação, à ciência e tecnologia, ao sindicalismo e à própria organização dos professores. Atualmente, o ANDES-SN conta com 11 grupos de trabalho que subsidiam a diretoria na discussão desses temas.

Suas propostas para a universidade brasileira foram construídas a partir dos problemas históricos vivenciados pela maioria dos trabalhadores e enfrentados por inúmeros movimentos sociais que reivindicam emprego, transporte, moradia, terra, educação e saúde.

Assim, o movimento docente constituiu-se na relação permanente com as experiências de outros trabalhadores que lutam pelo reconhecimento de direitos sociais para todos os brasileiros.  Essa posição se consolidou com a filiação à Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), deliberada pelo 26º CONGRESSO do ANDES-SN (Campina Grande-PB. Março de 2007).

Exercício sobre o Mundo Bizantino, Império Islâmico e Reinos Francos.

01. (UFJF-MG) O islamismo, religião fundada por Maomé e de grande importância na Unidade árabe, tem como fundamento:
a) o monoteísmo, influência do cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas religiões.
b) o culto dos santos e profetas através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.

02. (Vunesp) O islamismo, ideologia difundida a partir da Alta Idade Média, em que o poder político confunde-se com o poder religioso, era dotado de certa heterogeneidade, o que pode ser constatado na existência de seitas rivais como:
a) politeístas e monoteístas
b) sunitas e xiitas
c) cristãos e muezins
d) sunitas e cristãos
e) xiitas e politeístas

03. (Fuvest) Do Grande Cisma sofrido pelo cristianismo no século XI, resultou:
a) o estabelecimento dos tribunais da Inquisição pela Igreja católica.
b) a Reforma protestante, que levou à quebra da unidade da Igreja católica na Europa Ocidental.
c) a heresia dos albigenses, condenada pelo papa Inocêncio II.
d) a divisão da Igreja em católica romana e ortodoxa grega.
e) a Querela das Investiduras, que proibia a investidura de clérigos por leigos.

04.Sabe-se que o principal código de leis que existiam no mundo bizantino era o chamado código de Jusitiniano que por sua vez foi bastante influenciado:
a) Pelo código de Hamurabi.
b) Pelo Código Romano.
c) Pelas Tradições Gregas.
d) Pelo Código Fenício.
e) Pelas Leis Cristãs.

05. Das características citadas a que não se enquadra ao contexto religioso so mundo bizantibo é:
a) O Monoteísmo.
b) O Cesaropapismo.
c) Iconoclastia.
d) Monofisismo.
e) O Politeísmo.

06. A igreja que se manifestou no império Bizantino ficou conhecida por seguir a autoridade do imperador e não se submeter a autoridade de Papa, em Roma. Essa Igreja era denominada de:
a) Igreja Catórlia Apostólica Romana.
b) Igreja Protestante.
c) Igreja Católica Ortodoxa Grega.
d) Igreja do Ocidente.
e) Igreja Imperial de Bizâncio.

07. A civilização bizantina floresceu na Idade média, deixando em muitas regiões da Ásia e da Europa, testemunhos de sua grande irradiação cultural. Assinale a importante contribuição que a Arte Bizantina contribuiu para a difusão de uma arte religiosa.
a) Adornos de bronze e cobre.
b) Aquedutos e esgotos.
c) Telhados de beirais recurvos.
d) Mosaicos coloridos e cúpulas arredondadas.
e) Vias calçadas com artefatos de couro.

08. A saída da cidade de Meca para Medina, assinala o início da Era Mulçumana, que é denominada de:
a) Xiísmo.
b) Sunismo.
c) Islamismo.
d) hégira.
e) cópta

09. A Batalha de Poitiers (732) é um dos momentos cruciais da evolução política da europa, pois:
a) terminou com a influencia que o imperio de bizancio exercia sobre a cultura da frança.
b) deteve a expansão das forças muçulmanas, graças à enérgica açãode carlos martel.
c) representou a derrota naval dos turcos que ameaçavam a primazia militar de roma.
d) significou o fim da influencia dos governantes merovígios, com a implantação do feudalismo.
e) unificou a gália cisalpina, que passou a ser governada pelos carolíngios impostos pela igreja.

10. Dos povos abaixo marque a alternativa que não retrata uma denominaçao bárbara da Europa medieval:
a) ostrogodos
b) visigodos.
c) saxões.
d) vândalos
e) latinos

11. O imperador bizantino que ficou caracterizado pela criação de escolas, provocando uma renovação cultural no império foi:
a) Carlos Magno
b) Pepino III.
c) Childerico.
d) Clóvis.
e) Meroveu.

12. O principal livro que reune os fatos sobre a vida de alá e também sobre a própria religião islâmica é:
a) biblia sagrada.
b) a suna.
c) o velho testamento.
d) al corão.
e) o antigo testamento.

13. Sabemos que a arte bizantina era uma arte:
a) política.
b) militarista.
c) religiosa.
d) humanista.
e) surreal.
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sábado, fevereiro 19, 2011

Sócrates e a Filosofia.

É incontestável a contribuição de Sócrates para a Filosofia. Considerado como o homem mais sábio da Grécia Antiga, o próprio filósofo ainda admitia que seu conhecimento não era o maior, uma vez que, havia muito a aprender. A data provável em que o filósofo grego foi acusado por renegação aos deuses e corrupção da juventude foi em 399 a.C. Sócrates foi condenado  à morte por envenenamento, sentença que cupriu ao ingerir cicuta.

Tudo que sabemos sobre a vida desse grande filósofo grego, deve-se as obras dos seus principais discípulos, Xenofontes, Aristófanes e Platão. Sócrates não deixou nenhum registro escrito, no entanto, os seus discípulos passaram a descrever em suas respectivas obras, sobre o aprendizado e as vivências que os mesmos tiveram, junto a Sócrates. De fato, o principal método de Sócrates era o diálogo, era por meio da maiêutica (do grego, parto das idéias) que o filósofo argumentava sobre idéias, por meio de perguntas que o mesmo direcionava aos seus alunos. Ou seja, o ponto de partida do método socrático estava nos questionamentos.

É válido ressaltar que, a relevância socrática é tão singular que os estudos sobre afilosofia grega é dividida em duas grandes esferas, a dos Pré-Socráticos (Ou os filósofos da natureza), que problematizavam sobre questões relacionadas à busca pelos princípios do universo (arqué) e os Socráticos que buscavam problematizar questões de natureza política e moral.

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância".
(Sócrates).


E vos também, juízes, deveis encarar a morte com coragem e acreditar (...): nenhum mal pode advir a um bom homem, seja em vida, seja após a morte. Seu destino não é negligenciado pelos deuses, e o que me acontece hoje não se deve ao acaso. estou convencido de que o melhor é morrer agora e libertar-me das tribulações. (...) Agora chegou a hora e devemos seguir adiante: eu, para a morte, e vós, para a vida. Qual das duas é melhor, só Deus, e apenas ele, sabe.
(Trecho da resposta de Sócrates e seu juri, segundo relato do discípulo Platão).

FONTE: Aventuras na História (Fevereiro 2008).
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Breve Homenagem às Rádios Comunitárias.


Radio Comunitária é Pra Informar.
(Devotos)

Rádio comunitária pra informar
Tudo que a mídia não publica
Movimento de atitude popular
Oprimido por ações políticas.

Informações para o povo que não lê
Música para o povo que não ouve
Fé para quem é de candomblé
Flores para mudar o homem,

Você tem o poder
Pode mudar o canal
Não se submeta
Faça política social.

CONVITE: XVII Ciência Jovem - Espaço Ciências.

10 Anos da Maior Rebelião da História do Brasil.

No ano em que o mundo foi marcado pelo atentado às Torres Gêmeas (Word Trade Center) nos Estados Unidos, o Brasil também  acompanhou a maior rebelião ocorrida na sua história. Em 2001, a organização criminosa denominada de Primeiro Comando da Capital (PCC) ficou conhecido nacionalmente. E foi no dia 18 de Janeiro que 29 presídios foram palcos de grandes rebeliões, deixando em crise a política nacional de segurança e o sistema penitenciário brasileiro.

E o clima de tensão pairou em todo o estado de São Paulo. A imprensa divulgava as últimas notícias em rede nacional e as autoridades políticas buscavam meios para conter os rebelados, libertar os reféns e restaurar a ordem. De fato, foram rebeliões planejadas por meio de muita articulação, organização e comunicação entre os detentos.

O que era pra ser mais um domingo de visitas, transformou-se em um triste episódio para muitas famílias brasileiras. As rebeliões foram motivadas, após a transferência de alguns presidiários, tidos como lideranças entre a comunidade carcerária, para outros presídios. E diante disso, várias conversas telefônicas foram feitas entre outras lideranças do PCC, dentro e fora da cadeia, deliberando assim uma série de rebeliões no mesmo dia e praticamente no mesmo horário (início da tarde).

O Brasil passou a enxergar quais os principais problemas que parasitavam o sistema penitenciário, as rebeliões, trouxeram a tona o debate sobre como estava se conduzindo o processo de ressocialização estatal, marcadas por privações impostas aos presos, totalmente antagônicas aos valores defendido pelos Direitos Humanos. E assim, a rebelião serviu não somente como uma forma de protesto contra as transferências dos presidiários, mas também, serviu para expor a toda população problemáticas como: superlotação, maus tratos e  alimentação precária dentro dos presídios.

Os fatores internos se uniram aos fatores externos dos presídios, ficando clara a grande rede de comunicação entre os que estavam dentro e o que estavam fora das unidades prisionais. As falhas do próprio governo e de suas instituições, contribuiram para a formação e o fortalecimento de uma grande organização criminosa fortemente armada e articulada, conhecida pelo nome de Primeiro Comando da Capital.

Pois bem, dez anos se passaram após a "megarebelião" (expressão utilizada pelos jornalistas para narrar esse fato), entretanto, a ferida continua aberta e bastante complexa. Eis um ambiente tenebroso, onde a corrupção estatal, coexiste com o poder paralelo das organizações criminosas, que por sua vez, se configuram como atores políticos no interior das prisões. Fazendo so sistema carcerário um "barril de pólvoras" pronto para explodir a qualquer momento. Passando bem distante, do que possamos em qualquer momento definir como ressocialização.

Campanha da Fraternidade 2011 - Fraternidade e a Vida no Planeta.





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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Introdução aos Estudos Filosóficos - Ètica.

Sabemos que o Termo Filosofia surgiu na Grécia Antiga para denominar a busca de homem na construção do conhecimento para o entendimento do que está ao seu redor (natureza, humanidade etc.) E nessa construção de um conhecimento humano, a palavra filosofia surgiu como a junção de duas expressões gregas:

Philía: Amor
Sophia: Conhecimento.

Ou seja, “Amor ao Conhecimento”

Nesse Contexto, fazer Filosofia é se colocar na posição de “dúvida”, ou melhor, é questionar o que acontece ao nosso redor, uma vez que, somente com a dúvida que iremos encontrar as respostas. È por meio de hábito de se fazer perguntas que podemos encontrar a verdade sobre algo ou sobre alguma coisa.


OS CAMPOS DA FILOSOFIA:

Lógica: O estudo da forma e da estrutura do próprio pensamento; procurando assim, o método ideal de raciocínio.

Metafísica: Analisa as definições, essências e conceito de todas as coisas. Quando questionamos sobre o “que é” ou “o que pode ser” alguma coisa,
Estética: Quando abordamos questões sobre a finalidade da beleza para o ser humano, ou seja, a natureza do “belo”.

Ética: estuda os valores e atos humanos; busca estabelecer os princípios e a conduta justa.

Política: Estuda as formas de como o homem se organiza em espaços públicos e de como seria uma organização social ideal.

TEXTO 01:

FILOSOFIA: De que se trata mesmo?

A Filosofia é um modo de pensar, é uma postura diante do mundo. A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. Ela é, antes de tudo, uma prática de vida que procura pensar os acontecimentos além da sua aparência. Assim, ela pode se voltar para qualquer objeto. Pode pensar a ciência o próprio homem em sua vida cotidiana. Uma Estória em quadrinhos ou uma canção popular podem ser também objeto de reflexão filosófica.

A Filosofia é um jogo irreverente que parte do que existe; critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida. O saber filosófico incomoda porque tem no questionamento um grande aliado, haja vista o próprio hábito de questionar sobre o modo de vida da humanidade, por exemplo. Questiona sobre práticas políticas, científicas, sociais, técnicas, econômicas etc. Não há área onde ela não se meta, não indague, não perturbe. E nesse sentido, a Filosofia é perigosa, subversiva, pois viola a ordem estabelecida da cabeça para baixo.

Sua história está ligada aos tempos da Grécia Antiga, por volta do século VI a.C. A grande aventura intelectual não começa propriamente na Grécia Continental, mas em suas colônias – Jônia e Mileto. Como se sabe, o próprio termo filosofia, em seu sentido etimológico, surgiu de duas palavras gregas: Philo e Sophia, amor (fraternal, amizade) e Conhecimento, respectivamente. Significando, portanto: amizade pelo conhecimento, amor e respeito pelo saber.

O filosofo: o que ama a sabedoria tem amizade pelo saber, quem deseja saber. Assim, Filosofia indica o estado de espírito, o da pessoa que ama. Isto é: deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. A Filosofia é um fato tipicamente grego e é entendida como aspiração ao conhecimento racional, lógico e sistemático:
Da origem e causas do mundo e suas transformações.
Da origem e causas das ações humanas.
Da origem e causas do próprio pensamento.

Quando se diz que a Filosofia é um fato grego, o que se quer dizer, é que ela possui certas características, apresenta certas formas de pensar e de exprimir os pensamentos, a ação, as técnicas, que são completamente diferentes das características desenvolvidas por outros povos e outras culturas, como por exemplo, os chineses, índios, hindus etc. Nesse contexto, podemos concluir que existe uma sabedoria chinesa, uma hindu, uma pertencente aos índios, mas não a filosofia chinesa, hindu ou indígena.

A reflexão filosófica é um modo de pensar, que surgiu especificamente com os gregos e que por razões históricas, tornou-se depois, o modo de pensar e de se exprimir predominantemente da chamada cultura européia ocidental, da qual, em decorrência da colonização portuguesa no Brasil, nós também participamos. Nesse contexto, a Filosofia que nasceu por volta do século VI a.C. na Grécia, rejeitava as explicações míticas que, baseadas no sobrenatural, aceitava a interferência de agentes divinos no fenômeno da natureza. Ao buscarem a racionalidade do universo, os filósofos dessacralizam a natureza: retiram dela, a dimensão do sagrado.

Enfim, a esse pensamento reflexivo, com definições e conceitos rigorosos e a coerência interna do discurso a fim de possibilitar o debate e a discussão, chamamos de Filosofia.

Ética e Moral
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".

Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.
Vários pensadores em diferentes épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ÉTICA: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores Cristãos (Patrísticos, escolásticos e nominalistas), Kant, Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc.



Conceitos:
Consciência Moral:
Se relaciona com as nossas tomadas de decisões, levando em conta, não somente os nossos valores éticos, mas também, os valores éticos da sociedade em si, Ou seja, É quando vamos tomar alguma decisão e de uma forma direta ou indireta, pensamos na opinião da sociedade em relação a tal decisão

Senso Moral:
Consiste em nossos julgamentos éticos em relação ao mundo exterior, tendo em vista os nossos valores morais. È quando observamos algum comportamento ou conduta e julgamos, de acordo com a nossa concepção.


Os Valores ou Fins eticos:
O campo ético é constituído por dois pólos internamente relacionados: o agente ou sujeito moral e os valores morais. Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a maneira como uma cultura e uma sociedade definem para si mesmas o que julgam ser o mal e o vicio, a violência e o crime e, como contrapartida, o que consideram ser o bem e a virtude, a brandura e o mérito. Independentemente do conteúdo e da forma que cada cultura lhe dá, todas as culturas consideram virtude como algo que é o melhor como sentimento e como ação; a virtude é a excelência, a realização perfeita de um modo de ser, sentir e agir. Em contrapartida, o vicio é o que é pior como sentimento e como ação; vicio é baixeza dos sentimentos e ações.

A ética não é indiferente a razão histórica, embora toda ética seja universal do ponto de vista da sociedade que a instituiu, está totalmente relacionada ao tempo e a conjuntura histórica de uma sociedade.

Fontes:
ARANHA, Maria Lúcia Arruda / MARTINS, Maria Helena – Temas de Filosofia.
CHAUÍ, Marilena – Convite à Filosofia.
__________ - Filosofia e Sociologia para o Ensino Medio.
ARANHA, Maria Lúcia Arruda – Filosofia da Educação.
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. Disciplina: Fundamentos Filosóficos Da Educação. 


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quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Um Terço dos Russos Acha que o Sol Gira em Torno da Terra

O Sol gira em torno da Terra? Aparentemente, um terço da população russa acredita que sim, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.

Ao todo, 32% dos russos rejeitam a ideia de um sistema de planetas que revolve em torno do Sol, 4% a mais que em 2007, quando um estudo semelhante foi feito pelo Centro Russo de Opinião Pública e Pesquisa.

A sondagem dá destaque às superstições "científicas" do povo russo, alguns dias após o presidente Dmitri Medvedev ter defendido investimentos em programas espaciais para explorar a Lua e pontos distantes do Universo. A pesquisa revela ainda que 55% dos russos acreditam que a radioatividade é uma invenção humana, enquanto 29% afirmam que os seres humanos conviveram com os dinossauros.

Os números também indicam que as mulheres são mais propícias a acreditar em superstições do que os homens.  A pesquisa ocorreu em janeiro com 1.600 pessoas em diferentes regiões da Rússia e tem margem de erro de 3,4%.


Comentário do Blog:
Sobre essa questão, lembramos que as teoria Geocênctrica foi derrubada pela teoria Heliocênctrica, criada por Niculau Copérnico.



Geocentrismo: Defendido pelo grande Astrônomo da antiguidade, Cláudio Ptolomeu, que publicou  o famoso livro: O Grande Astrônomo, onde encontramos tal teoria (obra também denominada pelos arabes de Almagesto). Segundo o Geocentrismo, o Sol, a Lua e os demais planetas giravam ao redor da Terra.

Heliocêntrismo: Séculos mais tarde, o astrônomo polaco, Nicolau Copérnico cria a teoria contraditória ao Geocentrismo, segundo Copérnico, não é o planeta Terra o centro do sistema solar, e sim, o próprio Sol. Assim os demais planetas giravam seguindo uma determinada órbita ao redor do Astro Rei. Ocorrendo assim os movimentos de rotação e translação, responsáveis, respectivamente, pela sucessão do dia e da noite e pela passagem das estações do ano.

CURIOSIDADES: Os Três Tipos de Inveja.

Se você quer manter o seu amor próprio e a autoestima elevados, não se compare, não inveje o outro. Concentre-se em você mesmo e no que deseja se tornar. Existem três tipos de inveja, veja como cada uma delas pode destruir o seu amor próprio e combata esse mal.

Inveja Pura:
A inveja pura é aquela que é facilmente reconhecida como sendo inveja. É a inveja clássica, que todos nós conhecemos. Já vimos alguém sendo invejoso, sendo invejado ou já fomos o autor ou a vítima desse tipo de sentimento.

Características:A inveja pura é aquela onde o invejoso não suporta ver o sucesso do outro. Dói nos olhos e no coração do invejoso ver que o vizinho tem a grama mais verde, um carrão importado, uma mulher gostosona e um iate de luxo. Ele não apenas gostaria de ter tudo aquilo, ele no seu mais íntimo deseja que o outro não desfrute dessas coisas. Ah, geralmente esse tipo de pessoa vai dizer que está sentindo uma "inveja boa", mas inveja é inveja e pronto, não tem essa de boa ou má. A inveja apenas é.

O problema:Nesse caso, como nos casos que veremos a seguir a pessoa perde muito tempo pensando no que o outro é ou possui e deixa de se concentrar no que há de mais valioso, a própria vida. No entanto esse tipo de inveja tem um agravante, o invejoso declara, consciente ou inconscientemente, para si mesmo que o outro é melhor que ele e que jamais ele conseguirá conquistar tanta coisa boa.

A solução:Abençoe a vida do outro. Seja grato pela oportunidade de estar diante de tanta beleza, fortuna e felicidade, isso tudo demonstra para você que é possível. Pense "se ele conseguiu, eu também conseguirei". Não amaldiçoe a vida da pessoa que você gostaria de ser.


Inveja Enrustida:
Você já deve ter visto muita gente dizendo que "rico não presta", "rico é ladrão", "rico não entra no céu" e bobagens do tipo, mas bastou a Mega Sena acumular que estão lá todos os pobres enfileirados em todas as Lotéricas do país desejando se tornar "ladrão". Essa é a inveja enrustida.

Características: Esse tipo de inveja é facilmente confundido com preconceito, já que o invejoso está sempre criticando os outros. É aquele tipo de pessoa que diz "Ela está muito magra" que esconde um "Ah que corpinho lindo, queria ser assim", ou diz "O marido dela é muito grudento" que segrega um "Como eu gostaria que meu marido fosse mais carinhoso comigo" ou ainda um "Ele trabalha muito, não tem tempo para nada" que no intimo significa "Queria ter a conta corrente dele e conhecer os lugares que ele já conhece...”.

O problema:Esse tipo de inveja não se mostra como sendo o que é, inveja. Portanto se torna mais enraizada e invisível, o que a torna muito mais difícil de combater e mais perigosa. O invejoso enrustido não se declara invejoso ele poderia até dizer "Deus que me livre, jamais gostaria de viver como ele...", muitas vezes a própria pessoa não se dá conta do sentimento.

A solução: A primeira coisa a ser feita é meditar, é preciso muito autoconhecimento para perceber que se é um invejoso enrustido. Só podemos combater um inimigo quando percebemos a existência dele, portanto o primeiro passo é esse, descobrir a existência da inveja. E então a solução se torna a mesma da Inveja Pura (leia novamente acima)

Autoinveja:
Autoinveja é aquela que se sente de si mesmo, geralmente no passado. "Ah como eu era magrinha" ou "Puxa vida, naquela época eu era desejado por todas as garotas". Esse invejoso é saudosista, e está sempre se comparando com o que já foi no passado e vive repetindo frases do tipo "Eu era feliz e não sabia”.

Características: Para essa pessoa a vida boa ficou para trás. Tudo o que havia de bom para ser vivido já foi vivido. É muito comum esse tipo de inveja nas pessoas idosas, que estão sempre contando histórias de um passado dourado e dizendo que o "mundo de hoje não é mais como o de antigamente".

O problema: Esse invejoso vai viver sempre em decadência, sempre acreditando que a cada dia as coisas vão piorando, já que ele está se afastando cada vez mais dos "bons tempos". Ele vai se tornando ranzinza e muito desligado com relação às belezas do momento presente. Essa pessoa se torna cega quanto aos milagres que ocorrem em sua vida e o quanto o mundo ainda é belo.

A solução: Nesse caso, como no caso anterior (Inveja Enrustida), é preciso em primeiro lugar identificar o sentimento. E depois trabalhar a capacidade de aceitar a prosperidade e a evolução em sua própria vida. É preciso acreditar que as coisas podem se tornar a cada dia melhor como na teoria de Darwin. Permita que sua vida seja como o subir os degraus de uma escadaria, a cada dia mais alto e mais próximo de seu destino, e não o descer de uma escada onde a cada dia está mais baixo e distante dos objetivos.

Deixe de se comparar, você só pode ser aquilo que você é. Aceite a sua natureza e seja grato por ser quem você é.

Fonte: http://pt-br.paperblog.com/os-3-tipos-de-inveja-e-como-elas-detonam-sua-autoestima-31148/
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O Mundo das Ciências Sociais - Ètica e Democracia.

O MUNDO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS.

O comportamento humano é algo bastante complexo e diversificado. Cada individuo recebe influencia do seu meio, forma-se de determinada maneira e age no contexto social de acordo com a sua formação. O individuo aprende com o meio em que vive, mas também pode transformá-lo em sua ação social.

Nesse contexto podemos dizer que as Ciências Sociais caracterizam-se pelo estudo sistemático do comportamento social do ser humano. Dessa forma o objeto de estudo da Ciência Social está ligado no indivíduo e suas relações sociais. Visando assim, a busca por respostas sobre problemáticas inerentes ao convívio em sociedade, para melhor entendermos o seu funcionamento.

As Ciências Sociais São:

Sociologia: Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. A sociologia envolve, portanto, o estudo dos grupos e dos fatos sociais.
Nesse contexto, a Sociologia aglutina as relações sociais e as formas de associações, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade.

Economia: Tem por objetivo as atividades humanas ligadas à produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviço, tendo em vista a distribuição de riquezas e a escassez de recursos.

Antropologia: Estuda as semelhanças e diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e evolução das culturas, seja das sociedades pré-letradas, como também as industriais. Bem como a estruturação das famílias, religiões e demais ritos praticados pelos homens dentro de suas etnias.

Ciência Política: Ocupa-se da distribuição do poder na sociedade, assim como da formação e desenvolvimento das diversas formas de governo. Ou seja, tem como ponto de analise, como se configura as formas de organizações coletivas criadas nas sociedades.

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA.

Para Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a Sociologia, quando se coloca numa posição crítica, incomoda muito, porque, como outras ciências humanas, revela aspectos da sociedade que certos indivíduos ou grupos empenham em ocultar.

A sociologia é uma ciência bastante recente, tendo a sua origem após as transformações sociais originadas pela Revolução Industrial no século XVIII na Inglaterra

OS PRIMEIROS SOCIÓLOGOS.
.
August Comte é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez usou essa palavra em 1839, em seu curso de Filosofia Positiva. Segundo Comte, a sociologia deveria ser uma espécie de física social, ou seja, aplicar um conhecimento lógico matemático as atribuições sociais dos homens. Entretanto, deve-se a Émile Durkheim que passou a utilizar os métodos sociológicos nas primeiras pesquisas de campo.

Émile Durkheim foi o primeiro catedrático de sociologia . Sua grande preocupação era a estabilidade social e considerava que a sociologia tinha um papel importante para a consolidação dessa estabilidade.

A Sociologia tem como oficio principal, o estudos sobre os Fatos Sociais, que segundo Durkheim seria o modo como as pessoas pensam, agem em um grupo social. Embora eles sejam exteriores ao individuo, esses fatos exercem sobre as pessoas um poder coercitivo.

Karl Marx: Alemão, além de influenciar o pensamento sociológico, também tornou-se um marco da história mundial. Marx baseia as suas teorias no fato dos aspectos econômicos serem determinantes de todos os outros aspectos da vida humana. A sua grande preocupação é a desigualdade social e, nesse sentido, opõe-se a Durkheim, cuja a grande preocupação era a ordem social.

Para Marx a ordem social é transitória e injusta uma vez que está alicerçada na dominação social de uma classe que explora a outra, por isso que para esse autor não há que
manter a ordem social, e sim promover uma mudança social.

Max Weber: Capaz de um pensamento global que abarcava a economia à história, da filosofia ao direito e à sociologia. Weber apresenta uma leitura integrada da história humana e uma reflexão sistemática sobre os problemas e características da sociedade do seu tempo. Segundo o sociologo, as idéias, as convicções religiosas e os valores sociais são os principais aspectos que fundamentam as ações na sociedade.


ÉTICA E DEMOCRACIA

Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".

Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.

Vários pensadores em diferentes épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ÉTICA: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores Cristãos (Patrísticos, escolásticos e nominalistas), Kant, Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc.

Conceitos:

1. Senso Moral:
Consiste em nossos julgamentos éticos em relação ao mundo exterior, tendo em vista os nossos valores morais. È quando observamos algum comportamento ou conduta e julgamos, de acordo com a nossa concepção.
2. Consciência Moral:
Se relaciona com as nossas tomadas de decisões, levando em conta, não somente os nossos valores éticos, mas também, os valores éticos da sociedade em si, Ou seja, É quando vamos tomar alguma decisão e de uma forma direta ou indireta, pensamos na opinião da sociedade em relação a tal decisão.


Os Valores ou Fins Éticos:

O campo ético é constituído por dois pólos internamente relacionados: o agente ou sujeito moral e os valores morais. Do ponto de vista dos valores, a ética exprime a maneira como uma cultura e uma sociedade definem para si mesmas, o que julgam ser o mal e o vicio, a violência e o crime e, como contrapartida, o que consideram ser o bem e a virtude, a brandura e o mérito. Independentemente do conteúdo e da forma que cada cultura lhe dá, todas as culturas consideram virtude como algo que é o melhor como sentimento e como ação; a virtude é a excelência, a realização perfeita de um modo de ser, sentir e agir. Em contrapartida, o vicio é o que é pior como sentimento e como ação; vicio é baixeza dos sentimentos e ações.

A ética não é indiferente a razão histórica, embora toda ética seja universal do ponto de vista da sociedade que a instituiu, está totalmente relacionada ao tempo e a conjuntura histórica de uma sociedade.


A SOCIEDADE DEMOCRÁTICA.

Quando a democracia foi inventada pelos Gregos criou-se a tradição democrática como algo instituído por meio de três fatores:

1.Igualdade: Todos os cidadãos possuíam os mesmos direitos e devem ser tratados da mesma maneira.
2.Liberdade: Todos os cidadãos tinham direito de expor suas idéias em públicos, vê-los debatidos pelos demais e aprovados ou rejeitados pela maioria, e deve acatar a decisão tomada publicamente.
3.Participação no Poder: Todos os cidadãos têm o direito de participar das discussões e deliberações publicas, votando e revogando decisões.

A partir daí, o que podemos avaliar o que seria uma eleição? Será somente a representação de uma rotatividade de governantes, ou a essência primordial do modelo democrático onde a maioria e a minoria se encontram em espaços públicos de convergência?

Ao contrario da democracia dos antigos (gregos), que era tida de forma direta, a democracia contemporânea é representativa. O direito à participação tornou-se indireta, por meio da escolha de representantes.

Além de tal características, o democratização que se manifesta ao longo do tempo faz brotar novos fatores como:

1.Novos Atores políticos.
2.Ampliação das Políticas Publicas
3.Criação de novos direitos.
4.Ampliação de direitos existentes.

O Processo de democratização vem promovendo em todo o mundo uma mudança gradativa no modo de organização social. E com o processo de Globalização, e Democracia é uma regra muito importante para o “jogo” político nacional e supranacional.

Assim, diversos grupos sociais minoritários buscam seu espaço social e geográfico, se organizando cada vez mais para defender seus interesses, ressaltando as suas particularidades.

A exclusão social tende a dar origem a diferentes grupos de excluídos entre as minorias. E essa situação tem levado a essas minorias se organizarem e passar a interferir no processo político democrático reivindicando participação e legitimidade. Exemplo: Homossexuais, Trabalhadores Sem-Terra, Estudantes, Mulheres etc. Assim, ao lado de uma Democracia Representativa temos também uma Democracia Participativa.
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Introdução aos Estudos Filosóficos - O Conhecimento Filosófico.

O CONHECIMENTO E A FILOSOFIA

O Termo Filosofia surgiu na Grécia Antiga para denominar a busca de homem na construção do conhecimento e para o entendimento do que está ao seu redor (natureza, humanidade etc.)

Foi por meio da preocupação em formular uma conhecimento, por meio das condições intelectuais dos seres humanos que a palavra filosofia surgiu. No sentido literal da palavra, Filosofa é a junção de duas expressões gregas:

Philía: Amor
Sophia: Conhecimento.

Ou seja, “Amor ao Conhecimento”

Nesse Contexto, fazer Filosofia é se colocar na posição de respeito a sabedoria. Atribui-se ao filósofo grego, Pitágoras a invenção da palavra filosofia. Segundo a história, Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que o homem pode desejar essa sabedoria, tornando-se filósofos.

Assim, a filosofia nasceu, quando alguns gregos admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações míticas (dos mitos), começaram a fazer perguntas e buscar resposta para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer a si mesma.

Nesse contexto, fazer filosofia, a priori, é se colocar na posição de “dúvida”, ou melhor, é questionar o que acontece ao nosso redor, uma vez que, somente com a dúvida que iremos encontrar as respostas. È por meio de hábito de se fazer perguntas que podemos encontrar a verdade sobre algo ou sobre alguma coisa.

Em suma, a filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos se deram conta de que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades, pelo contrário, a verdade poderia ser conhecido por todos, através de operações mentais de raciocínio. Assim, o homem foi atribuindo ao mundo respostas humanas, ficando mais clara a famosa divisão antropológica do Mundo Natural e o Mundo Cultural.

E assim podemos afirmar que, por meio da racionalidade, o homem passou a ser dotado de características além das instintivas (biológicas) típicas de sua espécie, e passou a ter atribuições culturais.

Quando temos uma visão antropológica sobre o homem, podemos enxergar a sua capacidade de se relacionar e transformar o meio natural de acordo com as suas necessidades, além disso, temos também na linguagem a forma fundamental do surgimento e das transmissões das características culturais aos outros indivíduos.

Entretanto, sabemos que o ser humano não nasce com uma linguagem definida, a sua linguagem será aquela comunicada no meio social em que ele vive, seja pela necessidade de aprender sobre o meio exterior, como também pelo contato social. Por isso que afirmamos que o isolamento para os homens acarreta em um não desenvolvimento das características humanas.


OS CAMPOS DA FILOSOFIA:

Lógica:
O estudo da forma e da estrutura do próprio pensamento; procurando assim, o método ideal de raciocínio, análise e pesquisa.

Metafísica:
É o campo mais complexo da Filosofia. Pois compreende o estudo da realidade última das coisas, da natureza do ser, da mente humana, do conhecimento, dos sentidos, das relações entre o homem e a matéria. Analisa as definições, essências e conceito de todas as coisas. Quando questionamos sobre o “que é” ou “o que pode ser” alguma coisa,

Estética:
Quando abordamos questões sobre a finalidade da beleza para o ser humano, ou seja, a natureza do “belo”. Ou seja, é o estudo das formas de representações e das considerações sobre o belo, sobre as artes e demais formas de expressão de cultura.

Ética:
Estuda os valores e atos humanos; busca estabelecer os princípios e a conduta justa.

Política:
Estuda as formas de como o homem se organiza em espaços públicos e de como seria uma organização social ideal.

Enfim, o ato de filosofar envolve, fundamentalmente, uma mudança de postura diante da vida, descratando as explicações que nos foram impostas como verdadeiras e estabelecendo novas regras ao jogo. Passamos a ver o mundo de maneira diferente, com um olhar mais atento e certeiro.

Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas, principalmente sua razão de ser, com certeza estaremos mais próximos de uma cindição de vida mais livre. De posse dessa condição, podemos lutar pela dignidade humana ou nos tornarmos criaturas passivas, omissas, indiferentes. Todas essas possibilidades dependem, em última análise, do amor que temos pela vida e do respeito que nutrimos por nós mesmos.


O CONHECIMENTO FILOSÓFICO

O que é o conhecimento?

Chamamos de conhecimento toda teoria ou ensinamento que aprendemos em nosso cotidiano. E a análise sobre a construção dos conhecimentos pelo homem é um oficio filosófico, uma vez que, existem várias fontes de conhecimento ao longo dos tempos, os mitos, as religiões, a filosofia, a ciência, o senso comum, a arte etc.

È A Partir da indagação filosófica que podemos enxergar como se deu sistematicamente o surgimento das teorias científicas. Afinal de contas, costuma-se afirmar que a Filosofia é a “mãe de todas as ciências”, pois foi a partir do esforço filosófico que surge o conhecimento científico.

Pois bem, nesse contexto, é válido nos debruçarmos em algumas teorias que favoreceram ao homem sistematizar uma série de conhecimentos a cerca do mundo e da própria humanidade.

1. Ontologia:
A ontologia trata do ser enquanto ser. O termo “ser” era entendido univocamente, como se tivesse um só sentido. Ou seja, que trata da natureza do ser. Para a ontologia, qualquer coisa que existe é vista apenas como algo que é, nada a mais do que isso. Mais precisamente, ontologia diz respeito a determinar quais as categorias do ser são fundamentais, e perguntar, e em que sentido, os itens para essas categorias serem ditas que "são".

2. Cosmologia:
É o estudo do Universo em seu conjunto, incluindo teorias sobre sua origem, evolução, estrutura em grande escala e seu futuro. As primeiras teorias cosmológicas importantes devem-se ao astrônomo grego Ptolomeuè o ramo do conhecimento que se preocupa em saber sobre a origem do mundo.

3. Racionalismo:
Corrente filosófica da Idade Moderna, que afirmava que, só a mente humana é capaz de conhecer a verdade, pois o conhecimento inclui a existência de idéias inatas, ou seja, que existiriam no homem, antes de qualquer experiência. è o privilégio da Razão em detrimento da experiência sensível como via de acesso ao conhecimento. O principal filófodo Racionalista foi René Descartes.

4. Empirismo:
Segundo essa corrente de pensamento, as idéias humanas são provenientes dos sentidos (tato, paladar, olfato, audição e visão), o que significa que elas tem origem na experiência e nas sensações. Podemos assim definir o empirismo como uma corrente que pretende que todo o conhecimento derive imediatamente daquilo que é dado pelo contato sensitivo. Assim, a mente humana seria uma “caixa vazia” conde, com o passar do tempo às idéias surgem através das experiências que temos com o meio externo. Os principais filósofos dessa corrente são: John Locke e David Hume.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O Mundo das Ciências Sociais - O Fato Social.

O MUNDO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS.

O comportamento humano é algo bastante complexo e diversificado. Cada individuo recebe influencia do seu meio, forma-se de determinada maneira e age no contexto social de acordo com a sua formação. O individuo aprende com o meio em que vive, mas também pode transformá-lo em sua ação social.

Nesse contexto podemos dizer que as Ciências Sociais caracterizam-se pelo estudo sistemático do comportamento social do ser humano. Dessa forma o objeto de estudo da Ciência Social está ligado no indivíduo e suas relações sociais. Visando assim, a busca por respostas sobre problemáticas inerentes ao convívio em sociedade, para melhor entendermos o seu funcionamento.

As Ciências Sociais São:

Sociologia: Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. A sociologia envolve, portanto, o estudo dos grupos e dos fatos sociais.
Nesse contexto, a Sociologia aglutina as relações sociais e as formas de associações, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade.

Economia: Tem por objetivo as atividades humanas ligadas à produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviço, tendo em vista a distribuição de riquezas e a escassez de recursos.

Antropologia: Estuda as semelhanças e diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e evolução das culturas, seja das sociedades pré-letradas, como também as industriais. Bem como a estruturação das famílias, religiões e demais ritos praticados pelos homens dentro de suas etnias.

Ciência Política: Ocupa-se da distribuição do poder na sociedade, assim como da formação e desenvolvimento das diversas formas de governo. Ou seja, tem como ponto de analise, como se configura as formas de organizações coletivas criadas nas sociedades.

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA.

Para Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a Sociologia, quando se coloca numa posição crítica, incomoda muito, porque, como outras ciências humanas, revela aspectos da sociedade que certos indivíduos ou grupos empenham em ocultar.

A sociologia é uma ciência bastante recente, tendo a sua origem após as transformações sociais originadas pela Revolução Industrial no século XVIII na Inglaterra

OS PRIMEIROS SOCIÓLOGOS.

August Comte é tradicionalmente considerado o pai da Sociologia. Foi ele quem pela primeira vez usou essa palavra em 1839, em seu curso de Filosofia Positiva. Segundo Comte, a sociologia deveria ser uma espécie de física social, ou seja, aplicar um conhecimento lógico matemático as atribuições sociais dos homens. Entretanto, deve-se a Émile Durkheim que passou a utilizar os métodos sociológicos nas primeiras pesquisas de campo.

Émile Durkheim foi o primeiro catedrático de sociologia . Sua grande preocupação era a estabilidade social e considerava que a sociologia tinha um papel importante para a consolidação dessa estabilidade.

A Sociologia tem como oficio principal, o estudos sobre os Fatos Sociais, que segundo Durkheim seria o modo como as pessoas pensam, agem em um grupo social. Embora eles sejam exteriores ao individuo, esses fatos exercem sobre as pessoas um poder coercitivo.

Resumindo, podemos dizer que os fatos sociais têm as seguintes características:

1.Generalidade:
 É a comunhão no pensar, agir e sentir de um grupo de pessoas. Todos tem os ‘mesmos’ comportamentos, seguem os mesmos parâmetros e limites.

2.Exterioridade:
 É aquele fato que este intrínseco no indivíduo. Mesmo que o indivíduo queira roubar, matar ou cometer qualquer ato ilícito, ele não o fará, mas não por que está proibido pela lei para tais atos, mas por estar acima de sua vontade o limite do que pode ou não ser feito.

3.Coercitividade:
 É a obrigação do indivíduo a seguir determinada orientação, conceito ou norma já preestabelecida pela sociedade (Estado).

Karl Marx: Alemão, além de influenciar o pensamento sociológico, também tornou-se um marco da história mundial. Marx baseia as suas teorias no fato dos aspectos econômicos serem determinantes de todos os outros aspectos da vida humana. A sua grande preocupação é a desigualdade social e, nesse sentido, opõe-se a Durkheim, cuja a grande preocupação era a ordem social.

Para Marx a ordem social é transitória e injusta uma vez que está alicerçada na dominação social de uma classe que explora a outra, por isso que para esse autor não há que
manter a ordem social, e sim promover uma mudança social.

Max Weber: Capaz de um pensamento global que abarcava a economia à história, da filosofia ao direito e à sociologia. Weber apresenta uma leitura integrada da história humana e uma reflexão sistemática sobre os problemas e características da sociedade do seu tempo. Segundo o sociologo, as idéias, as convicções religiosas e os valores sociais são os principais aspectos que fundamentam as ações na sociedade.


PROBLEMAS SOCIAS X PROBLEMAS SOCIOLOGICOS

A sociologia nasceu da necessidade de se resolver de forma racional e cientifica uma problemática ligada ao seu contexto histórico, principalmente no séc. XIX, devido a cristalização de uma sociedade industrial, no entanto não devemos confundir: Problemas Sociais e Problemas Sociológicos.

A busca por resoluções de problemática é um dos mais importantes ofícios de uma ciência, entretanto, os problemas sociológicos, quer dizer, os problemas de explicação teórica de que acontece na vida social. Nesse sentido o papel da família, do Estado, a importância do Carnaval e do Futebol são problemas sociológicos. Assim, a Sociologia não se resume apenas na analise de problemas sociais, ela vai além de tal concepção.

Conceitos Gerais:

1. Comportamento Social:
 É como o indivíduo se comporta na sociedade diante dos grupos sociais a que ele pertence como: comunidade, escola, religião, amigos, etc. São códigos que aprendemos desde a infância, e que nos integram a uma sociedade ou que dela nos afastam.


2. Relações Sociais:
 Refere-se ao relacionamento entre indivíduos ou no interior de um grupo social. As relações sociais formam a base da estrutura social . Nesse sentido, as relações sociais são o objeto básico da análise das Ciências Sociais. Investigações fundamentais sobre a natureza das relações sociais são encontradas nos trabalhos da sociologia classica, tais como a teoria da ação social de Weber.
3. Sujeitos ou Atores Sociais:
Todos os indivíduos que convívem em sociedade e desempenham vários papéis sociais ao longo de seu cotidiano.

4. Instituições Sociais:
A instituição social é um mecanismo de proteção da sociedade, é o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceitos e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são portanto conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra, elas agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.


Observação:
Diferença entre o Fato Social e Fato Histórico

Todo fato social é um fato histórico e inversamente. Entretanto, a História procura analisar a sociedade, tendo em vista os acontecimentos mais relevantes, analisando o seu contexto histórico. Já a Sociologia, se ocupa na observação de que é repetitivo nas relações sociais para daí formular uma generalização teórica. Já a História estuda o que é único na sociedade.
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Introdução aos Estudos Filosóficos - A Condição Humana.

INTRODUÇÃO A FILOSOFIA

O Termo Filosofia surgiu na Grécia Antiga para denominar a busca de homem na construção do conhecimento e para o entendimento do que está ao seu redor (natureza, humanidade etc.)

Foi por meio da preocupação em formular uma conhecimento, por meio das condições intelectuais dos seres humanos que a palavra filosofia surgiu. No sentido literal da palavra, Filosofa é a junção de duas expressões gregas:

Philo: Amor
Sophia: Conhecimento.

Ou seja, “Amor ao Conhecimento”

Nesse Contexto, fazer Filosofia é se colocar na posição de respeito a sabedoria. Atribui-se ao filósofo grego, Pitágoras a invenção da palavra filosofia. Segundo a história, Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que o homem pode desejar essa sabedoria, tornando-se filósofos.

Assim, a filosofia nasceu, quando alguns gregos admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações míticas (dos mitos), começaram a fazer perguntas e buscar resposta para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer a si mesma.

Nesse contexto, fazer filosofia, a priori, é se colocar na posição de “dúvida”, ou melhor, é questionar o que acontece ao nosso redor, uma vez que, somente com a dúvida que iremos encontrar as respostas. È por meio de hábito de se fazer perguntas que podemos encontrar a verdade sobre algo ou sobre alguma coisa.

Em suma, a filosofia surgiu quando alguns pensadores gregos se deram conta de que a verdade do mundo e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado por divindades, pelo contrário, a verdade poderia ser conhecido por todos, através de operações mentais de raciocínio. Assim, o homem foi atribuindo ao mundo respostas humanas, ficando mais clara a famosa divisão antropológica do Mundo Natural e o Mundo Cultural.

E assim podemos afirmar que, por meio da racionalidade, o homem passou a ser dotado de características além das instintivas (biológicas) típicas de sua espécie, e passou a ter atribuições culturais.

Quando temos uma visão antropológica sobre o homem, podemos enxergar a sua capacidade de se relacionar e transformar o meio natural de acordo com as suas necessidades, além disso, temos também na linguagem a forma fundamental do surgimento e das transmissões das características culturais aos outros indivíduos.

Entretanto, sabemos que o ser humano não nasce com uma linguagem definida, a sua linguagem será aquela comunicada no meio social em que ele vive, seja pela necessidade de aprender sobre o meio exterior, como também pelo contato social. Por isso que afirmamos que o isolamento para os homens acarreta em um não desenvolvimento das características humanas.


OS CAMPOS DA FILOSOFIA:

Lógica: 
O estudo da forma e da estrutura do próprio pensamento; procurando assim, o método ideal de raciocínio, análise e pesquisa.


Metafísica:
É o campo mais complexo da Filosofia. Pois compreende o estudo da realidade última das coisas, da natureza do ser, da mente humana, do conhecimento, dos sentidos, das relações entre o homem e a matéria. Analisa as definições, essências e conceito de todas as coisas. Quando questionamos sobre o “que é” ou “o que pode ser” alguma coisa,

Estética:
Quando abordamos questões sobre a finalidade da beleza para o ser humano, ou seja, a natureza do “belo”. Ou seja, é o estudo das formas de representações e das considerações sobre o belo, sobre as artes e demais formas de expressão de cultura.

Ética:
Estuda os valores e atos humanos; busca estabelecer os princípios e a conduta justa.

Política:
Estuda as formas de como o homem se organiza em espaços públicos e de como seria uma organização social ideal.

Enfim, o ato de filosofar envolve, fundamentalmente, uma mudança de postura diante da vida, descratando as explicações que nos foram impostas como verdadeiras e estabelecendo novas regras ao jogo. Passamos a ver o mundo de maneira diferente, com um olhar mais atento e certeiro.

Conhecendo além dos aspectos superficiais das coisas, principalmente sua razão de ser, com certeza estaremos mais próximos de uma cindição de vida mais livre. De posse dessa condição, podemos lutar pela dignidade humana ou nos tornarmos criaturas passivas, omissas, indiferentes. Todas essas possibilidades dependem, em última análise, do amor que temos pela vida e do respeito que nutrimos por nós mesmos.


A Condição Humana.

A condição humana representa as características essenciais da existência do homem em determinado espaço, visto que sem elas essa existência deixaria de ser humana, ou seja, a vida, a natalidade e a mortalidade, a mundanidade, a pluralidade e o planeta Terra pertencem à condição humana.

Para que haja condição humana, o viver do homem na Terra, de acordo com Hannah Arendt, está relacionado a três atividades fundamentais para a vida activa: o labor, o trabalho e a ação.

O LABOR:

É a atividade que corresponde ao processo biológico do corpo humano, cujos crescimento espontâneo, metabolismo e eventual declínio têm a ver com as necessidades vitais produzidas e introduzidas pelo labor no processo da vida. A Condição humana do Labor é a própria vida. (ARENDT, 2007).

Seriam as condições implícitas. em relação a alguns comportamentos e conhecimentos que nasce com o próprio ser humano. Seria uma forma de estoque inicial de informação, que vai se acumulando e se transformando com o passar da vida.

O TRABALHO:

É a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana, existência esta não necessariamente contida no eterno ciclo vital da especie, e cuja mortalidade não é compensada por este último. O trabalho produz um mundo artificial de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural. Dentro de suas fornteiras habita cada vida individual, embora esse mundo se destine a sobreviver e a transceder todas as vidas individuais. A condição humana do trabalho é a mundanidade. (ARENDT, 2007).

Podemos atribuir a essa condição humana, o processo do surgimento dos códigos e linguagens, além das representações materiais criadas pelos homens (artefatos, ferramentas, objetos etc.). Ou seja, se apropriando daquilo que é natural e criando novas técnicas e conhecimentos. Seria a ação antrópica, ou seja, as modificações humanas sobre o mundo natural e a formação de um mundo com significados culturais, ou seja, humanos.

A AÇÃO:

É a única atividade que se exerce diretamente entre os homens, sem a mediação das coisas e da matéria, corresponde à condição humana da pluralidade, ao fato de que homens, e não o Homem vivem na Terra e habitam o mundo. Todos os aspectos da condição humana têm alguma relação com a política; mas esta pluralidade é especificamente a condição de toda a vida política. (ARENDT, 2007).

Essa condição pode ser explicada através da análise sobre a vida política e social dos homens com os seus semelhantes. Nela, o homem, por meio da sua inteligência, procura socializar a sua existência com os demais, em busca do bem estar coletivo.


As Três atividades e suas respectivas condições têm intima relação com as condições mais gerais da existência humana: o nasimento e a morte, a natalidade e a mortalidade. O labor assegura não apenas a sobrevivência do indivíduo, mas a vida da espécie. O trabalho e seu produto, o artefato humano, emprestam certa permanência e durabilidade a futilidade da vida mortal e ao caráter efêmero do tempo humano. A ação, na medida em que se empenha em fundar e preservar corpos políticos, cria condição para a lambrança, ou seja, para a história. (ARENDT, 2007).

E diante disso, podemos refletir sobre uma questão muito importante para a compreensão sobre os seres humanos, a cultura.

CULTURA: Podemos definir esse termo, como qualquer criação material ou imaterial de origem humana, que foge indiretamente do âmbito natural. Diante disso, Em uma visão antropológica, podemos o definir a cultura como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.

Segundo alguns estudos filosoficos, o mundo está dividido em duas partes: O Mundo Natural e o Mundo Cultural.

O Mundo Natural: É aquele que pertence estritamente a própria natureza, é a condição exterior ao homem que não depende diretamente de sua vontade. É onde encontramos os seres e fenõmenos de todos os tipos, como minerais, vegetais e animais.

O Mundo Cultural: É a esfera criada pela ação humana, por meio de suas ações e criações materiais, suas práticas simbolizadoras e suas representações. Assim, a partir do momento em que o homem modifica o seu meio, através do seu trabalho e de suas técnicas, podemos dizer que ele está no campo cultural.

É válido ressaltar que, 0 mundo da natureza e o mundo da cultura, não são conceitos antagônicos, eles se completam. É o "ser" do mundo da natureza (do que nos é dado) e o "dever-ser" do mundo cultural.

È nesse contexto que encontramos a presença das características humanas Instintivas e Culturais. As primeiras, são inerentes as condições biológicas dos homens, ja a segunda, são desenvolvidas por meio da socialização, ou seja, o contato e a convivência dos indivíduos com os seus semelhantes.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARENDT, HANNAH. A Condição Humana, 10 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Atual. 2002.
COSTA, Maria Cristina Castilho Costa. Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. São Paulo: Moderna, 1987.
SÁTIRO, Angelica, WUENSCH, Ana Miriam. Iniciação ao Filosofar. 3ª ed. São Paulo: Saraiva 1999.

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