terça-feira, julho 26, 2011

Exercício Sobre História do Brasil (Colônia, Império e República).


01. A história do Brasil tem como marco fundador o ano de 1500, como o momento onde ocorreu o encontro cultural entre índios e portugueses. Os portugueses, em seus documentos históricos, afirmavam que estavam vindo ao Brasil para levar a fé e o conhecimento para terras infiéis. Entretanto, atualmente entendemos que há compreensões diferentes acerca deste encontro. Desse modo, dentre as alternativas abaixo, qual seria a alternativa que melhor definiria o ocorrido.

a) Houve um encontro cultural entre portugueses e índios, onde desde o início os portugueses demonstraram maior poder militar e conseguiram subjugar as culturas indígenas.
b) Houve a chegada dos portugueses, que imediatamente trouxeram os negros, e conseguiram se apropriar pacificamente do Brasil
c) A tomada do território pelos portugueses ocorreu de modo pacífico, sem demonstrações de violência devido a concordância de negros e índios
d) Os portugueses sempre foram superiores aos índios, por isso conseguiram rapidamente apropriar-se do Brasil
e) Os negros representaram, desde o início, a maior população presente no Brasil e, por isso, atualmente são os mais representativos na cultura miscigenada brasileira.

02. O pioneirismo Português nas chamadas Grandes Navegações, só foi possível por alguns fatores específicos. Dentre eles podemos citar:

a) A aliança entre o Rei e a Igreja que garantiu ao Estado capital suficiente para promover a expansão ultramarina.
b)A localização geográfica privilegiada que colocava Portugal na confluência de rotas comerciais que partiam ao Oriente.
c)O apoio dos conhecimentos náuticos cedidos pelos aliados espanhóis.
d) A tardia centralização política de Portugal que favoreceu a burguesia mercantil.
e)O investimento feito pelos nobres, fortalecidos pelas Cruzadas, que buscavam fortalecer o Estado.

03. "... Da primeira vez que viestes aqui, vós o fizestes somente para traficar. (...) Não recusáveis tomar nossas filhas e nós nos julgávamos felizes quando elas tinham filhos. Nessa época, não faláveis em aqui vos fixar. Apenas vos contentáveis com visitar-nos uma vez por ano, permanecendo, entre nós, somente durante quatro ou cinco luas [meses]. Regressáveis então ao vosso país, levando os nossos gêneros para trocá-los com aquilo que carecíamos."
(MAESTRI, Mário. "Terra do Brasil: a conquista lusitana e o genocídio tupinambá". São Paulo: Moderna, 1993, p.86)
Assinale a característica máxima do sistema de exploração do pau-brasil, pelo sistema descrito acima :

a) a exploração era inexpressiva e realizada por trabalho compulsório.
b) a exploração se baseava no trabalho escravo dos indígenas.
c) a exploração era feita pelo sistema de arrendamento.
d) a exploração era feita por contrabandistas.
e) a exploração implicava na troca do produto por produto.

04. Sobre a independência do Brasil é valido concluir que:

a) as camadas senhoriais, defensoras do Liberalismo Político, pretendiam não apenas a emancipação política, mas a alteração nas estruturas econômicas.
b) o liberalismo defendido pela aristocracia rural apoiava a emancipação dos escravos.
c) a independência brasileira foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma de governo e também os privilégios da classe proprietária.
d) a independência brasileira afetou diretamente as elites, no que diz respeito a conquista de direitos trabalhistas pelos mais pobres.
e) D. Pedro I sempre defendeu os interesses dos brasileiros em todo o seu reinado.

05. No Brasil, tanto no Primeiro reinado, quanto no Período Regencial:

a) aconteceram reformas políticas que tinham por objetivo a democratização do poder.
b) ocorreram embates entre portugueses e brasileiros que chegaram a por um perigo a independência.
c) disseminaram-se as idéias republicanas ate a constituição de um partido único.
d) mantiveram-se as mesmas estruturas institucionais do período colonial
e) houve tentativas de separação das províncias que puseram em perigo a unidade nacional.

06. Em torno de 1840, a incipiente indústria brasileira se esforçava, apesar das dificuldades, para se afirmar. Assinale a alternativa que indica, entre os obstáculos encontrados, aqueles que têm raízes no período colonial:
a) Falta de matérias-primas para dar impulso e viabilizar a produção da indústria têxtil.
b) Falta de infra-estrutura para exportação de produtos industrializados, visto que o Brasil não dispunha de portos suficientes.
c) Falta de mercado consumidor interno, devido à grande população escrava no país.
d) Falta de uma visão de mercado e de capitais para desenvolver a indústria nacional.
e) Ausência de tecnologia nacional e monopólio português das matérias-primas.

07. Observe o texto a seguir. Ele é um trecho de um samba enredo da GRES Estação Primeira de Mangueira no ano de 1988.

“Será... Que já raiou a liberdade
Ou se foi tudo ilusão
Será...
Que a lei Áurea tão sonhada
A tanto tempo imaginada
Não foi o fim da escravidão
Hoje dentro da realidade
Onde está a liberdade
Onde está que ninguém viu
Moço...
Não se esqueça que o negro também construiu
As riquezas do nosso Brasil
Pergunte ao criador
Quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala
Preso na miséria da favela”
(Hélio Turco, Jurandir e Alvinho).

Este samba tem como enredo a abolição da escravatura, que ocorreu no ano de 1888 através de um decreto assinado pela princesa regente Isabel. Que aspecto deste evento é abordado pela composição.

a) Falando especificamente do fim da escravidão, os autores apontam o processo de inserção deste ex-escravo na sociedade brasileira da época;
b) Os autores privilegiaram o fato de que, na maioria dos casos, os ex-escravos permaneceram nos campos transformando-se em camponeses empobrecidos;
c) Os autores apontam para o fato de que após a abolição os ex-escravos foram absorvidos pela nascente indústria brasileira, que se concentrava principalmente no Rio de Janeiro, último reduto da escravidão no Brasil;
d) O samba levanta a questão de que a abolição da escravatura não foi capaz de inserir o ex-escravo na sociedade brasileira, fazendo com que a maioria acabasse vivendo na mais absoluta miséria;
e) Os autores apontam para duas direções. Uma é aquela que acredita que a abolição foi um ato Humanitário e a outra aponta na direção de que a abolição foi um ato político;

08. O ano de 1889 marcou o início da República no Brasil. Acerca dos primeiros anos deste período histórico, pode-se afirmar que:
I – Foi um período onde houve uma grande força das oligarquias em todo o Brasil, gerando uma descentralização política significativa em toda nação.
II – Momento onde o tráfico de escravos tornou-se mais intenso, gerando sua posterior extinção.
III – Houve a necessidade de reconstruir todo o simbolismo político herdado dos anos imperiais, por isso, foi o momento onde foi reelaborada a bandeira do Brasil e criado o hino nacional, por exemplo.
IV – Iniciou-se o período marcado, durante a chamada Primeira República, pela ascensão do café como principal produto a ser exportado pelo Brasil.

Dentre estas, somente estão corretas:
a) I e IV
b) I, II, III
c) I e II
d) I, III e IV
e) Todas as afirmativas estão corretas.

09. O Brasil já passou por diversos planos econômicos ao longo de sua História. Muitos não conseguiram se manter em funcionamento durante muitos anos, outros, duraram somente um curto período de tempo, levando novamente ao aumento da inflação. Entretanto, em fins de 1993, sob o governo de Itamar Franco, entrou em vigência o plano Real. Acerca deste plano, é correto afirmar:
a) Atacou a ciranda financeira existente entre os bancos, aumentou juros e buscava diminuir a desigualdade social.
b) Diminuiu a inflação, trouxe estabilidade econômica mas as medidas adotadas trouxeram recessão econômica e grande número de fechamento de empresas.
c) Foi um programa de governo voltado para a diminuição da desigualdade social e, depois buscava a diminuição da inflação
d) Pode ser entendido como um plano de governo similar aos outros ocorridos na História do Brasil
e) Não diminuiu muito a inflação, servindo, apenas, para a manutenção das relações de poder existentes nas câmaras dos deputados como anteriormente ocorria.

10. Observe o cartaz reproduzido abaixo:


Esta frase foi amplamente utilizada pelos governos autoritários militares no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Observe as relações a ela atribuídas nas afirmativas abaixo, verifique quais estão corretas e assinale dentre as opções que se seguem:

1. Podemos relacioná-la aos exílios, forçados e voluntários, muito comuns no período e que envolviam pessoas que, direta ou indiretamente se opuseram ao regime;
2. Podemos relacioná-la ao período de transição democrática, onde a prática da tortura foi substituída pelo incentivo a imigração;
3. Podemos relacioná-la ao período que antecedeu o golpe militar, sendo um instrumento de propaganda que objetivava afastar as oposições evitando assim o golpe militar;

a) Apenas a opção 1 está correta;
b) Apenas a opção 2 está correta;
c) Apenas a opção 3 está correta;
d) As opções 1 e 2 estão corretas;
e) As opções 1 e 3 estão corretas;

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Download: O Que é Mito - Everardo Rocha.


Excelente livro introdutório ao estudo antropológico sobre a criação mitológica presente na cultura das diversas sociedades. A autor se debruça sobre a temática, por meio de uma linguagem de fácil compreensão, sem perder o teor científico e filosófico no que diz respeito a construção de uma concepção satisfatória sobre o misterioso e simbólico mundo dos mitos.

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CURIOSIDADES: O que São Danças Circulares?

A dança sempre se fez presente em antigas tradições de diversos povos do planeta. O resgate das danças folclóricas dos povos feito por Bernhard Wosien (1908-1986) - bailarino e pedagogo da dança - possibilitou a redescoberta das Danças de Roda e da riqueza de possibilidades educativas que ela potencializa. Praticar as Danças Circulares é uma forma de reverenciar esse acervo cultural e uma oportunidade de: 
I. promover a integração do ser nos níveis físico, emocional, mental e espiritual, proporcionando a harmonia entre corpo, mente e espírito; 
II. promover valores humanos voltados para a construção de relações sociais solidárias. Num sentido mais amplo, a prática da dança favorece o desenvolvimento da auto-estima, da aprendizagem criativa, da inteligência integral e contribui para uma ampliação do potencial humano com a vivência da arte, do lúdico, do belo, do prazer, da alegria.
III. cultivar o respeito e a valorização das diferenças entre as pessoas e as culturas; 
IV. trabalhar a consciência corporal;

Fonte: UNIPAZ-PE


sábado, julho 23, 2011

Nelson Rodrigues: Um Patrimônio de Nossa Literatura.


Lembro que um dia me perguntaram, se iríamos ter um gênio da literatura brasileira, igual ao fabuloso Nelson Rodrigues. Respondi, instantaneamente, que não. Ora, diante de um quadro social marcado por inúmeras complexidades que paíram sobre as sociedade ditas globalizadas, não acredito que alguém possa descrever de uma forma literária o seu cotidiano igual a genialidade desse cronista recifense que se consagrou diante de intelectuais como: Manuel Bandeira, Décio de Almeida Prado, Gilberto Freyre , Sergio Buarque de Holanda e Caio Prado Junior.

Nelson Rodrigues se eternizou na década de 1940, devido a sua forma de escrever sobre a vida cotidiana, com textos que incluíam as famosas vizinhas gordas que ficavam nas janelas observando a vida dos outros moradores, as viúvas tristes, as adúlteras, as solteironas e os vagabundos que orbitavam pelos subúrbios do Rio de Janeiro.

Nascido em Recife em 1912, Nelson Rodrigues viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Mudou-se para a então capital brasileira ainda criança. Em 1920, participou de um concurso de redação, promovido pela sua professora durante a aula. E o jovem Nelson deixou a professora perplexa, devido a sua composição textual que narrava a história de um adultério com final trágico. E foi esse tipo de escrita que Nelson Rodrigues carregou consigo, por toda a sua vida literária e teatral, descrevendo os subúrbios, com seus escândalos familiares, relações insestuosas, traições e tragédias, deixando a nata carioca boquiaberta, devido a sua magnífica arte de escrever.

Hoje, não consigo encontrar cronistas, ensaístas ou draumaturgos que consigam chegar próximo da virtuose literária de Nelson Rodrigues, que conseguia resumir a realidade do país em idéias básicas, decifrando a alma brasileira, sem muito academicismo ou qualquer forma de erudição. Suas crônicas jornalísticas eram marcadas por uma linguagem oriunda das ruas, expressando assim, o imaginário da classe média urbana. Costumo dizer que ele tinha a facilidade de falar de um Brasil para os brasileiros, suas crônicas estavam presentes em peças teatrais e no textos publicados nos vários jornais em que trabalhou desde a juventude.

Fumante ordinário, Nelson Rodrigues consumia em média, quatro carteiras de cigarros por dia. Justamente por isso que aos 23 anos ficou tuberculoso, no entanto, nunca deixou que os problemas de saúde interferissem no seu fabuloso mister de fazer seus textos, crônicas ou peças teatrais. De fato, a maestria literária que o escritor dominava ainda é uma qualidade restrita apenas aos gênios.

Jogo Online Sobre os Personagens da História - Coquetel


Achei muito interessante o game que está disponível no site da famosa revista de palavras cruzadas, Coquetel. O jogo que estou me referindo é chamado de Personagens da História, que procura testar o seu conhecimento sobre história, através de perguntas a respeito de pessoas famosas que surgiram no decorrer do tempo histórico.


Acesse o site e divirta-se:

sexta-feira, julho 22, 2011

Elogiando as Utopias & Cortejando o Absurdo - Carlos Drummond de Andrade.

Reverência ao Destino - Carlos Drummond de Andrade.




Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

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Reflexões Politicas Por Meio de Anamorfoses.

Não poderia deixar de postar essas anamorfoses que estava vendo em alguns sites geográficos, sobre alguns índices econômicos no Brasil e no Mundo. E quando observei essas imagens, não pude deixar de refletir sobre o quanto é longo o trajeto para conquistarmos o desenvolvimento ideal para o Brasil. No entanto, aproveitei essa reflexão, para reafirmar a importância de se conquistar um maior empoderamento político para a classe trabalhadora brasileira. É somente dessa forma que vamos conseguir de fato, a construção de um verdadeiro modelo de civilização democrática e socialista para o Brasil.

Formulem as suas conclusões, compareça ao debate e posteriormente vamos a luta, pois temos um país inteiro para construir, Camaradas!





Elogiando as Utopias & Cortejando o Absurdo - Ernesto Che Guevara.



"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira".

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética".

Che Guevara.


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Download: Fundamentos de Historia do Direito - Antonio Carlos Wolkmer

Excelente livro sobre a História do Direito, organizado por Antonio Carlos Wolker, que selecionou textos bastante relevantes sobre questões relacionadas aos ordenamentos jurídicos no decorrer da história. Além disso, vamos encontrar estudos relacionados a história do direito no Brasil.

WOLKER. Antonio Carlos.
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Curta Metragem: Recife de Dentro pra Fora - Kátia Mesel.




Exercício Sobre a Segunda Guerra Mundial.

01. A respeito da Segunda Guerra Mundial é correto afirmar que:

0. 0. Foi conseqüência direta da Primeira Guerra, visto que o revanchismo alemão foi sua principal causa.
1. 1. Teve como antecedentes marcantes: a anexação da Áustria e dos Sudetos Tchecos e a invasão à Polônia pelos alemães.
2 .2. Entre os anos de 1939 e 1941, o conflito foi marcado pela supremacia alemã no cenário europeu, como atestamos pelas vitórias sobre a Polônia, Dinamarca, Noruega, Países Baixos e Inglaterra.
3. 3. Em dezembro de 1941, com a entrada dos EUA e a saída da Rússia, a guerra ganhou novos rumos e a Alemanha já mostrava sinais de declínio.
4. 4. O território francês foi quase totalmente conquistado pelo ditador alemão em 1941, visto que o projeto de expansão do nazismo deveria se estender por toda a Europa Ocidental e, posteriormente, para a América.

02. Os Estados Unidos iniciaram sua participação na Segunda Guerra Mundial motivados pelo(a):
a)ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor
b)invasão da França por tropas italianas
c)política de implantação do Plano Marshall, que favorecia a industrialização do país
d)apoio dado pela Onu aos países latino-americanos participantes do conflito
e)afundamento, no Oceano Pacífico, de navios de países aliados, como o Brasil

03. (UFRN) Em relação à Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que:
a)os norte-americanos permaneceram neutros na guerra até 1941, quando bombardearam Hiroshima e Nagasaki
b)de Gaulle foi o chefe do governo de Vichy
c)com o ataque alemão a Pearl Harbor, os norte-americanos resolveram entrar na guerra
d)Hitler empreendeu uma implacável perseguição aos judeus, que resultou na morte de seis milhões de pessoas

04. (FUVEST) "Esta guerra, de fato, é uma continuação da anterior." (Winston Churchill, em discurso feito no Parlamento em 21 de agosto de 1941). A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não solucionados na Primeira Guerra Mundial, que contribuíram para alimentar antagonismos e levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial. Entre esses problemas, identificamos:
a)o desenvolvimento do imperialismo chinês da Ásia, com abertura para o Ocidente
b)a divisão da Alemanha, que a levou a uma política agressiva de expansão marítima
c)o crescente nacionalismo econômico e o aumento da disputa por mercados consumidores e por áreas de investimentos
d)os antagonismos austro-ingleses em torno da questão da Alsácia-Lorena
e)a oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países, enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.

05. Uma das mudanças no contexto internacional, relacionadas ao final da Segunda Guerra Mundial, é
a) o desmantelamento do império Austro-Húngaro e sua divisão em novos Estados.
b) o perdão da dívida de guerra alemã pelos aliados, na conferência de Potsdam.
c) a divisão da Alemanha em dois Estados e a independência de suas colônias.
d) a reorganização da economia da Europa Ocidental através do Plano Marshall.
e) a criação da Sociedade das Nações visando manter a paz no continente europeu.

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22 de Julho de 1944 - Fundação do Banco Munidal e do FMI.












Em 1944, a geopolítica mundial estava bastante insegura, em virtude das devastações econômicas e sociais da Segunda Grande Guerra. O terror implantado por Hitler junto com os países do eixo, fez do mundo uma arena sangrenta, deixando um saldo morte superior a 50 milhões de pessoas. E diante desse ambiente de destruição e ruínas, os países ocidentais passaram a reconstruir a ordem econômica mundial, por meio da Conferência de Breton Woods, criando o Banco Mundial (BIRD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No período de fundação, as duas instituições tinha a missão de recuperar a economia mundial, financiando a reconstrução dos países devastados pela Segunda Guerra, através de empréstimos. Além disso, as instituições também buscavam assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro internacional, monitorando as taxas de câmbios no mercado mundial.

Atualmente o Banco Mundial tem como principal missão, lutar para acabar com a miséria no mundo. E seu funcionamento é feito por meio de cotizações dos países membros. Enquanto o FMI, hoje conta com o número de 187 países membros.

quarta-feira, julho 20, 2011

O Mascate. (Pe. Gabriel)

Alguns dos meus leitores, provavelmente, ainda se lembram da figura do mascate. Ele foi o antecessor do camelô moderno. No sentido mais exato da palavra, ele era um verdadeiro vendedor ambulante. Na verdade, era mais ambulante que vendedor. Ia de casa em casa, carregando nas costas, sua mala de mercadorias. Sua mala surrada atiçava os sonhos de consumo de muita gente. Esse mérito do mascate, hoje, foi roubado pela televisão.

Existem canais apropriados em vender quinquilharias. São capazes de empurrar no telespectador desprevenido, até mesmo, a lâmpada de Aladim. A eficiência para vender é tamanha, que junto à lâmpada, o consumidor compra, também, o remédio para acordar o gênio, caso ele durma lá dentro.

Diferentemente da televisão, o mascate não era apenas um distribuidor de sonhos. Ele conhecia as pessoas e sabia do que elas gostavam. Se a mulher era vaidosa, ela vendia os olhos da cara, para comprar os óculos da moda. O colar, não importava que fosse de ouro, ou não, mas era fundamental que brilhasse...

A cliente sabia que ninguém, nas proximidades, iria usar o mesmo tecido. Nesse pormenor, o tamanho da mala ajudava. Cabia somente aquele pedaço de pano que era ‘coisa rara’. Aliás, tudo na mala era coisa rara, inclusive ela. Abrir a mala era abrir o verdadeiro ‘baú da felicidade’. Não teria sido o mascate o responsável, em última instância, por essa expressão tão famosa?

O bom vendedor sabe que ninguém vende apenas mercadoria. Vendem-se sonhos. Comprar o ‘falso brilhante’ era exercer o poder de impressionar. O terno listrado, nem me falem! Deixava mudo o concorrente. O mascate era o vendedor que inspirava confiança. Após a sessão de vendas, ia parar na cozinha. Tomava café, limonada, perguntava pela família e pelos vizinhos. Ele se tornava íntimo e inspirava confiança. Por causa disso se inteirava dos segredos de todos. Sabia que sua próxima visita coincidia com as vésperas do casamento de fulano ou a morte do cicrano, que andava ‘mal das pernas’. 

Por acaso, na próxima visita, ele incluía na mala um corte de pano preto, que poderia servir para o luto e alguns pares de alianças. As alianças teriam vendas certas. Quanto ao pano de luto, isso era meio arriscado. Talvez vendesse as novas alianças também para a viúva de segundas intenções. Por isso, o mascate era a pessoa mais certa das horas incertas.

Atualmente, vivemos no império da televisão. Ela é uma vendedora fria. Tem uma visão geral do ser humano. Talvez por isso, o vendedor ambulante ainda sobrevive . A vitrine atual é uma versão moderna da mala do mascate. As mercadorias, entretanto, são em números maiores. Mas o ser humano, elemento necessário, numa relação de compra e venda, você sabe onde anda?

Elogiando as Utopias & Cortejando o Absurdo - Rosa Luxemburgo.


"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem".

"Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?"

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres".

Rosa Luxemburgo.

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terça-feira, julho 12, 2011

Admirável República dos Tiriricas: Os Fatos Mais Interessantes da Política Tupiniquim.




Em alguns casos, uma imagem pode falar muito mais do que mil palavras. Eis uma famosa máxima popular, que de fato, tornou-se válida para o dia de hoje. Observe como a imagem ao lado consegue traduzir com excelência e de forma virtuosa um fenômeno típico da admirável República dos Tiriricas?

Autor: HUMBERTO / Editoria de Arte / Jornal do Commercio (12/07).


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segunda-feira, julho 11, 2011

Admirável República dos Tiriricas:Fatos Interessantes da Política Tupiniquim.


Sem dúvidas, o jargão utilizado em uma certa propaganda, ressaltando que o melhor do Brasil é o povo brasileiro foi uma das poucas verdades que conseguir ouvir nas últimas campanhas publicitárias, principalmente as governamentais. Uma vez que, é difícil acreditar em nossa imensa capacidade de se tornar  feliz e cordial, em meio uma sociedade marcada pela corrupção, impunidade e injustiças.

Não precisamos sair do senso comum para saber que a honestidade e a ética têm sido elementos escassos na conjuntura política tupiniquim. E vamos combinar que a racionalidade política está longe de ser um de nossos melhores patrimônios.  Ora, é muito melhor falar sobre mulatas e futebol, do que falar sobre as politicagens e os politiqueiros de plantão, desse país tropical.

E diante disso, pretendo escrever sobre alguns fatos que realmente marcaram a nossa órbita política, utilizando alguns vídeos, livros, artigos e reportagens para fundamentar com mais qualidade os textos publicados. Para assim, tentarmos entender um pouco mais, sobre os rumos da instituições públicas do Brasil.




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domingo, julho 10, 2011

Memórias: Fernando Castelão e a TV Pernambucana.

Não é de hoje, que os famosos programas de auditórios fazem sucesso com milhares de telespectadores brasileiros. Muitos apresentadores ficaram na memória do povo, devido a seus programas que envolviam a platéia em quadros, brincadeiras e entrevistas. Apresentadores como: Chacrinha, Flávio Cavalcante, Silvio Santos, Hebe Camargo, Gugu e Faustão ja são figuras  históricas para a TV brasileira. 

E nessa temática, podemos destacar a existência do pernambucano Fernando Castelão, que lançou o programa, Você Faz o Show, pela TV Jornal do Commercio, tornando-se o principal programa nos domingo, para a maioria dos telespectadores pernambucanos durante a década de 1960.

Nascido em Garanhuns, município situado no agreste pernambucano, Fernando Castelão foi um famoso radialista da Rádio Clube de Pernambuco, durante a década de 1940, ganhando vários fãs por todo o nordeste, devido a sua forma de atuação nos programas de rádio. Pelo seu talento múltiplo, exerceu as funções de locutor, noticiarista, narrador esportivo, produtor, rádio-ator e publicitário. Foi, durante várias décadas, um grande destaque na glamourosa Era de Ouro do Rádio.(PHAELANTE, 2005).

 No entanto, foi a partir do seu programa de televisão, Você Faz o Show, que Fernando Castelão se tornou um grande ídolo do povo pernambucano, que assistia ao seu programa, todos as noites de domingo, divulgando assim a vida cultural, social e política do Recife, além de divulgar as novidades que aconteciam no Brasil para os seus espectadores.


Domingo à noite, hora do programa, momento de reunião da família e vizinhos que se repetia ritualisticamente cada final de semana, numa prática regular de emoções, atitudes e expectativas criadas pela repetição contínua do próprio evento. Nesse início, a televisão local não utilizava o videoteipe48 – VT, sendo toda a programação transmitida ao vivo, apesar desse recurso já estar integrado à prática televisiva nacional (LOPES, p. 65).

Com o auditório sempre lotado, o programa, Você Faz o Show era o maior sucesso da TV pernambucana. E o grande talento do apresentador, fazia com que esse sucesso aumentasse a cada semana. Fernando Castelão intervia em toda a produção técnica, da grade de programação a distribuição dos ingressos para a platéia, o apresentador chegou até a trabalhar com a atriz Lolita Rodrigues, que também fazia parte da sua equipe técnica. Assim o programa de Fernando Castelão  representou um marco muito importante para a história dos programas de auditórios no Brasil. Quadros que descobriam novos talentos musicais e procura de pessoas desaparecidas ja faziam parte do seu programa, que era apresentado com grande participação da platéia em uma linguagem bastante popular.

O programa também foi palco de grandes nomes como, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Elizete Cardoso, Jair Rodrigues, Cauby Peixoto. Outro ponto interessante do seu programa era o fato da obrigatoriedade imposta aos espectadores em trajar terno e gravata durante a gravação. Enfim, falar sobre Fernando Castelão é relembrar um pouco da própria história da televisão de Pernambuco e do Brasil, pois esse apresentador fez história no radio e na TV, permanecendo sempre nas mamórias de muitos que vivenciaram os seus programas.

Seu programa durou até 1967, quando as emissoras passaram a exibir programas feitos no sudeste, reduzindo as programações regionais. Entretanto, Castelão continuou trabalhando no rádio e na televisão até o final de sua vida. Em agosto de 2005 o apresentador morre, deixando o seu grande legado para as comunicações brasileiras.

Referências:
LOPES, Josefa Martins da Conceição. Memória da Imagem: O Testemunho do Telespectador. Dissertação de Mestrado em Comunicação. UFPE. Disponível em: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/868509/1/TeseConceicao.pdf

PHAELANTE, Ricardo. Radialista Fernando Castelão. Artigo publicado no Jornal Diário de Pernambuco. Disponível em: http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16pageCode=600&textCode=5097&date=currentDate


10 de Julho de 2011: 12 Anos da Morte de Julião.

Todos os anos, faço questão de lembrar desse grande herói da história das lutas do povo brasileiro, Francisco Julião. Conhecido como o grande líder das ligas camponesas, Julião foi um dos pioneiro na defesa da reforma agrária, com objetivos de acabar com as desigualdades sociais no Brasil. 


JULIÃO VIVE!

No último dia 10 de julho, lembramos os 12 anos da morte do maior ícone das lutas agrárias de Pernambuco e do Brasil. Francisco Julião - O grande defensor das Ligas Camponesas.

Quando nos reportamos a temas referentes a reforma agrária, luta campesina e sindicalismo rural, com absoluta certeza, ter como referência chave a atuação do lider das Ligas Camponesas, advogado e ex-deputado, Francisco Julião, é condição sine qua non para a efetivação de um diálodo lógico sobre as temáticas citadas.

Pois bem, sabe-se que a lição social e política deixada por Julião foi, sem dúvida, uma das maiores da história do Brasil. Lutar pelos camponeses e trabalhadores desvalidos do Engenho da Galiléia - Vitória de Santo Antão, defendendo-os das tristes condições de miséria e exploração, foi a grande atuação desse revolucionário que protagonizou a luta pela Reforma Agrária no Brasil.

Muito que aprendemos com o advento das Ligas Camponesas e das atuações de Julião, proclamando uma Reforma Agrária "Na lei ou na marra", mostra o quanto essa luta ainda é contemporânea aos nossos tempos, e encoraja bastante os demais movimentos populares, no campo e na cidade a continuarem firme nas lutas socais, almejando a construção de um país mais justo e igualitário.





 "Agitador, sim! Como é possível conceber a vida sem agitação? Porque o vento agita a planta, o pólen se une ao pólen de onde nasce o fruto e se abotoa a espiga que amadurece nas searas. O gameto masculino busca o óvulo porque há uma causa que o agita. Se o coração não se agita, o sangue não circula e a vida se apaga." (Francisco Julião).
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quinta-feira, julho 07, 2011

Novo Telecurso - Filosofia - Aula 04 (Ética).




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Novo Telecurso - História - Aula 07 (O Mundo Grego).






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quarta-feira, julho 06, 2011

As Prostitutas no Mundo Antigo.


Eis o tema do meu novo artigo, que trata sobre a mais antiga das profissões. E assim, passei a fazer um paralelo entre algumas informações obtidas por meio de análises desde a Pré-História até o império romano, sobre as principais práticas sexuais que hoje são semelhantes a o que estamos habituados a definir como prostituição.

E foi de maneira despretenciosa que sistematizei algumas informações e curiosidades sobre as antigas prostitutas, que em alguns momentos foram consideradas sacerdotisas em templos, onde as práticas sexuais eram sacralizadas. Elogiadas pelos poetas gregos e adoradas pelos imperadores romanos, as prostitutas estavam presentes na vida sexual do mundo antigo de uma forma institucionalizada.

Os banhos públicos, as orgias, as relações sadomasoquistas e os cultos sexuais sacralizados nos templos, tinham as prostitutas como as grandes protagonistas desses momentos. Assim, esse capítulo da história das profissionais do sexo, torna-se interessante pela gama de curiosidades e apontamentos que passamos a apresnder sobre os valores inseridos nessa prática que vem perdurando por longos períodos históricos. Fiquem a vontade para analisar essas reflexões sobre a tematica abordada e tenham uma boa leitura.




História da Civilização Ocidental (Vol 01 e 02) - Download.

Indico a leitura do livro do Edward Burns - História da Civilização Ocidental, que ja é um clássico para todos os professores e estudantes de História. Dividido em dois volumes, as obras trabalham de uma forma bastante didática e de fácil entendimento, questões referentes a história do homem ocidental, desde a pré-história até o século XX.




Clique nos links abaixo e faça o download dessas duas grandes obras.
Edward Burns. História da Civilização Ocidental (Volume 01) - 4Shared
Edward Burns. História da Civilização Ocidental (Volume 02) - 4Shared

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terça-feira, julho 05, 2011

05 de Julho de 2011 - Primeira Mulher a Comandar o FMI.

O dia de hoje, representa uma data histórica para a história das mulheres no mundo. Pois o cargo de comando do Fundo Monetário Innternacional passa a ser ocupado pela Christine Lagarde, ex ministra de finanças da França. Com certeza a sua tarefa não será nada fácil, uma vez que, Lagarde assume o cargo, dentro de uma conjuntura econômica marcada pela desestabilização do Euro e o surgimento de novos mercados econômicos no planeta. Entretanto, pela sua larga experiência, as expectativas são bastante favoráveis em relação a conduta da francesa.


sábado, julho 02, 2011

Coluna: Manuel Correia de Andrade


A Questão Agrária no Brasil
Publicado em 17.07.2005

O Brasil hoje possui uma expressiva população camponesa, formada por trabalhadores assalariados, nas áreas agrícolas mais modernizadas e produtoras para o mercado externo de soja, cacau, açúcar, café, etc e uma grande quantidade de produtores não assalariados, formados por ocupantes de terra, posseiros, parceiros, meeiros, arrendatários, indígenas, remanescentes de antigos quilombos, etc. Alguns necessitam apenas do reconhecimento de suas terras, que estão em grande parte ocupadas por intrusos – como os indígenas e os quilombolas, e outros necessitam alcançar a propriedade de terras a serem desapropriadas pelo governo. Também os novos proprietários, pequenos proprietários, necessitam se organizar em cooperativas para enfrentar a concorrência do mercado e a ação dos grileiros. Há exemplos interessantes que vêm sendo levantados por jornalistas e estudados por universitários em pesquisas para órgão públicos e para teses de mestrado e de doutorado em universidades. Há também experiências de grande importância, como a da administração da Usina Catende por sindicatos rurais e cooperativas em formação, que substituíram empresa capitalista falida e sob intervenção do poder público. 

Nos últimos anos, os estudos antropológicos e a ação política vêm fazendo renascer grupos indígenas em vias de extinção, restaurando hábitos e costumes e fortalecendo línguas quase desaparecidas em todo o País. Isso já ocorre nos estados do Sul com os guaranis e no Nordeste com os fulniôs, de Águas Belas, que mantiveram a sua língua, o iaté, em uso entre eles até os dias de hoje. E isto sem falar em grupos maiores na Amazônia e no Centro Oeste, como os ianomanis do Rio Branco, os tucanos, do Amazonas, e os cintas-largas, de Rondônia. E com a restauração antropológica e a valorização da cultura indígena, se faz renascer toda uma cultura que foi esmagada pelos brancos, pelos colonizadores, e que poderia ter sido de grande importância para o Brasil, país em elaboração. 

Também convém salientar que o Brasil não é um país europeu, branco, mas um país mestiço, em grande parte africano e que a cultura negra impregnou a casa grande de hábitos e costumes da senzala. É grande a influência negra na alimentação e na medicina popular, nos hábitos e costumes, nos folguedos, na música, na dança e no linguajar. Assim, o Brasil não é uma Europa tropical, mas um país afro-europeu, no qual o negro teve uma forte influência em nossa formação. 

O negro em todo o período escravista foi um elemento de trabalho e de luta, ora apoiando o português na luta contra invasores, ora apoiando invasores na luta contra os portugueses, mas sempre procurando obter uma certa independência, de produção para o consumo. 

Áreas difíceis de intervenção são aquelas em que posseiros e garimpeiros penetram na floresta e derrubam a mata à procura de terras para plantar e de minerais para extrair. Os garimpeiros que exploram a margem e o leito dos rios vêm fazendo um grande trabalho de destruição da floresta e de poluição do leito dos rios, problema de difícil solução, além de entrarem em contato com populações indígenas, associando-se a elas, algumas vezes, e entrado em choque com as mesmas e outras, provocando tragédias como a que aconteceu com os cinta-largas, em Rondônia. Também os agricultores, ao destruir a floresta, criam sérios problemas com a população nativa e abrem espaço para os grileiros, que a princípio usam os mesmos como desbravadores e desmatadores e em seguida passam a explorá-los como escravos, gerando conflitos de grandes proporções, como o de Eldorado dos Carajás, no Pará.

Os grileiros são grandes proprietários de terra ou grandes empresas industriais que utilizando a influência política e os recursos de capitais, invadem áreas públicas, às vezes com apoio oficial, e procedem o desmatamento visando a exploração de madeiras duras sobretudo o mogno. Em seguida, liberam as terras desmatadas para outras atividades agrícolas, como a cultura da soja, a pecuária e a cana de açúcar. Um rastro de sangue acompanha a marcha dos grandes grileiros, que matam o homem da Amazônia – indígenas, homens da floresta e primitivos posseiros – e o território, que desprovido da mata, fica empobrecido para a produção agrícola. Necessário se faz que se organizem sistemas de exploração extrativista conservacionista e que se poupem vidas como a do legendário seringueiro Chico Mendes.

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Julho é Férias - Um Elogio a Ociosidade!

Bem, como não é novidade para ninguém, a vida como docente requer uma série de esforços mentais que vão muito além do próprio ambiente escolar. O planejamento e a preparação de aulas mais atrativas, correção de trabalhos e de avaliações, registros de aulas e preenchimento de caderneta são práticas que também estão presentes no ofício do professor cotidianamente.

E diante de tantos compromissos que exigem um certo esforço mental, tanto dentro como fora do local de trabalho, não é de se admirar que no final de cada semestre, os docentes fiquem tão cansados. É nessa hora que a palavra, férias, torna-se mágica e passa a ecoar de uma forma magistral. Nesse contexto, sou convencido que esse tempo de ociosidade representa não somente uma simples pausa no decorrer das atividades didáticas, mas também, um período de grande importância para uma renovação mental do profissional da educação.

Então, Boas Férias a Todos!
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