segunda-feira, abril 30, 2012

CURIOSIDADES: Os Alimentos Como Patrimônio Imaterial.


Além da riqueza histórica de todo o seu patrimônio natural e material, o Brasil também é bastante reconhecido pelo seu grandioso arsenal de manifestações e técnicas artísticas que compõem o se vasto acervo de patrimônios imateriais. E diante desse campo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, também protege os alimentos como o acarajé, a moqueca capixaba e os queijos artesanais de minas como patrimônios imateriais da cultura brasileira. Isso significa que esses alimentos foram alvos de estudos e que, segundo o instituto, o seu preparo não deve ser descaracterizado pela evolução natural dos processos de produção e venda. Ficando claro que o ato de se alimentar, para a análise histórica e antropológica, vai muito além da conduta biológica e passa a ser um potencial indicador de práticas, simbolismo, estética, técnicas e a própria memória de uma determinada sociedade ou de determinada época.

Fonte: Revista Aventura da História e Blog Arte Brasilis.
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domingo, abril 29, 2012

30 de Abril: Fidel Castro Recebe o Prêmio Lenin da Paz.

 Em 1961 o ex-presidente cubano Fidel Castro recebeu o Prêmio Lenin da Paz, premiação criada pelo governo soviético para homenagear figuras que lutaram para fortalecer a paz mundial. Mesmo pouco divulgado, o prêmio perdurou durante muitas décadas (1949 - 1991), sendo considerado pelos soviéticos como a mais alta condecoração civil concedida a ilústres personalidades.

É válido ressaltar que, antes de ter essa denominação, o prêmio era chamado de prêmio Stálin. Contudo, no período histórico, conhecido pela expressão, "desestalinização", a premiação foi rebatizada com o nome de Prêmio Internacional Lenin Para o Fortalecimento da Paz Entre os Povos e posteriormente para Prêmio Lenin da Paz.

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Download - Caio Prado Jr.

PRADO JR. Caio.
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terça-feira, abril 24, 2012

2ª Assembléia Geral dos Professores da Rede Privada de Pernambuco.

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domingo, abril 22, 2012

Edgar Vasques: Rango.

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22 de Abril: Chegada dos Portugueses ao Brasil.


No dia 22 de Abril de 1500 a esquadra liderada por Pedro Álvares Cabral, estando a serviço da coroa portuguesa, chega ao Brasil, dando início ao processo de ocupação lusitana nas terras americanas, cuja a posse fora legitimada por meio do tratado de Tordesilhas. É válido ressaltar que, desde muitas décadas "a descoberta do Brasil" se configura como um tema debatido de forma polêmica entre pesquisadores, professores e estudantes de história. Uma vez que, é quase impossível avaliar a famosa viagem de Cabral sem ter como referência, algumas das diferentes teses que abordam esse fato histórico e que normalmente utilizam-se de argumentos ligados a casualidade ou intencionalidade, no que diz respeito, aos objetivos das embarcações, antes mesmo da viagem propriamente dita.

Entretanto, independente dessas diferentes teses, é fundamental abordar que a chegada dos portugueses às terras tupiniquins, somente ocorreu devido a um longo processo de amadurecimento político e econômico, proveniente da transição do feudalismo para o capitalismo. Sistema esse que transformou a sociedade européia em um grande centro comercial, responsabilizando-se assim, por significativas mudanças na ordem política e que, por sua vez, contribuíram para o desenvolvimento das expedições marítimas, a partir do século XIV.

Diante disso, é muito oportuno reproduzir as lições de Boris Fausto que em sua obra, História Concisa do Brasil nos concede essa admirável descrição:
A primeira nau de regresso da viagem de Vasco da Gama chegou a Portugal, produzindo grande entusiasmo, em julho de 1499. Meses depois, a 9 de março de 1500, partia do rio Tejo em Lisboa uma frota de treze navios, a mais aparatosa que até então tinha deixado o Reino, aparentemente com destino às índias, sob o comando de um fidalgo de pouco mais de trinta anos, Pedro Álvares Cabral. A frota, após passar as ilhas de Cabo Verde, tomou rumo oeste, afastando-se da costa africana até avistar o que seria terra brasileira a 21 de abril. Nessa data houve apenas uma breve descida à terra e só no dia seguinte a frota ancoraria no litoral da Bahia, em Porto Seguro. 
Desde o século XIX, vem-se discutindo se a chegada dos portugueses ao Brasil foi obra do acaso, sendo produzida pelas correntes marítimas, ou se já havia conhecimento anterior do Novo Mundo e uma espécie de missão secreta para que Cabral tomasse o rumo do ocidente. Tudo indica que a expedição de Cabral se destinava efetivamente às índias. Isso não elimina a probabilidade de navegantes europeus, sobretudo portugueses, terem freqüentado a costa do Brasil antes de 1500. (FAUSTO p.14).
Enfim, penso que o elemento central do debate sobre a chegada dos europeus ao Brasil e a posterior colonização não se constrói de forma racional, quando nos limitamos aos argumentos da casualidade ou intencionalidade de Cabral e sua frota. Independente se os portugueses frequentaram ou não as terras brasileiras, é imperioso entender que, de forma ocasional ou não, os projetos expansionistas do rei D. Manuel estavam interligados diretamente à conjuntura política e econômica de Portugal, desde a Revolução de Avis que culminou com a ascenção do monarca D. João I, um grande entusiasta dos interesses mercantilistas do mundo ibérico.
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sábado, abril 21, 2012

Exercício de História - Idade Moderna.

01. O Iluminismo do século XVIII abrigava, dentre seus valores, o racionalismo. Tal perspectiva confrontava-se com as visões religiosas do século anterior. Esse confronto anunciava que o homem das luzes encarava de frente o mundo e tudo nele contido: o Homem e a Natureza. O iluminismo era claro, com relação ao homem: um indivíduo capaz de realizar intervenções e mudanças na natureza para que essa lhe proporcionasse conforto e prazer. Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que, para o Homem das Luzes, a Natureza era:

a) misteriosa e incalculável, sendo a base da religiosidade do período, o lugar onde os homens reconheciam a presença física de Deus e sua obra de criação;
b) infinita e inesgotável, constituindo-se um campo privilegiado da ação do homem, dando em troca condição de sobrevivência, principalmente no que se refere ao seu sustento econômico;
c) apenas reflexo do desenvolvimento da capacidade artística do homem, pois ajudava-o a criar a ideia de um progresso ilimitado relacionado à indústria;
d) um laboratório para os experimentos humanos, pois era reconhecida pelo homem como a base do progresso e entendimento do mundo; daí a fisiocracia ser a principal representante da industrialização iluminista;
e) a base do progresso material e técnico, fundamento das fábricas, sem a qual as indústrias não teriam condições de desenvolver a ideia de mercado.

02. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma realização de Napoleão Bonaparte, que representou uma consolidação das ideias da Revolução Francesa.

a) O impedimento do retorno do uso de títulos de nobreza, reivindicado pelos seus generais e ela burguesia francesa que desejava tornar-se a nova elite do país.
b) A criação do Código Civil, inspirado no direito romano e nas leis do período revolucionário, que, na sua essência, vigora até hoje na França.
c) A abolição da escravidão nas colônias francesas, reafirmando o princípio da liberdade presente na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
d) A realização de uma reforma agrária, prometida, mas não efetivada, pelos jacobinos, o que garantiu a popularidade de Napoleão entre os camponeses.
e) A criação da Constituição Civil do Clero, que proibiu toda forma de culto religioso no território francês.

03. No século XVIII, surgiu na Europa um movimento em defesa dos direitos naturais e da liberdade, bem como de combate ao absolutismo. Com a atuação de fisiocratas ingleses liberais, as doutrinas dessa nova política foram difundidas na sociedade. Sobre esse movimento ocorrido na história da Europa, é correto afirmar que

a) tinha, como um de seus princípios, a lei da oferta e da procura, demonstrando um maior desenvolvimento do sistema de produção ao iniciar uma racionalização do trabalho, o que permitia o aumento dos lucros.
b) Teve, como um dos seus principais expoentes, o fisiocrata Maquiavel, que ficou conhecido por incentivar a distribuição equilibrada de todos os lucros provenientes do comércio liberal.
c) expressou-se principalmente nas revoltas trabalhistas, nas quais os operários reivindicavam menores jornadas de trabalho e salários mais representativos.
d) mesmo com a lei da oferta e da procura, o movimento demonstrou acentuada expansão no sistema de repressão do comércio entre a Europa e suas áreas de influência.
e) sua política tinha, como filosofia central, o apoio aos monarcas que concentravam em suas mãos as decisões econômicas do Estado.


04. Leia a frase a seguir sobre a Revolução Industrial.
“Suas mais sérias consequências foram sociais: a transição da nova economia criou a miséria e o descontentamento, os ingredientes da revolução social”. (Eric J. Hobsbawm. A Era das Revoluções - 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000, p.55)

Assinale a alternativa correta sobre os movimentos de trabalhadores, na Inglaterra, que manifestaram seu descontentamento com os efeitos da revolução industrial no século XIX.

a) O ludismo foi uma organização que visava reunir os trabalhadores em sociedades de socorro mútuo.
b) O socialismo utópico propunha a destruição das máquinas e fábricas e o retorno a uma economia rural.
c) Os niveladores defendiam a instalação de uma república que garantisse a existência de direitos iguais para todos.
d) O cartismo foi um movimento importante na década de 1830 e reivindicava o direito de voto para os trabalhadores.
e) O jacobinismo propunha uma aliança de classes e a colaboração entre o proletariado e a burguesia como forma de solução para os problemas.

05. “Humanismo é uma palavra inventada no século XIX para descrever o programa de estudos, e
seu condicionamento de pensamento e expressão, que era conhecido desde o final do século
XV”.
(John Hale. Dicionário do renascimento italiano. RJ: Zahar, 1988, p. 187).

De acordo com o trecho acima, e através de seus estudos históricos, é correto afirmar que o programa humanista:

a) era encabeçado por reis e papas (os mecenas), os quais auxiliavam, humanitariamente, os artistas do século XIX a compreender as formas artísticas do renascimento.
b) atrelava-se ao modo de pensar renascentista, no qual o homem e a natureza passavam a ser valorizados na construção do conhecimento mundano.
c) era marcado por uma valorização de temas naturalistas, opondo-se aos temas religiosos, e sua ligação e proximidade com a Igreja católica e a protestante do século XIX.
d) constituía-se por uma aproximação com o mundo grego e romano, valorizando o equilíbrio das formas e proporções, num exemplo de arte barroca (humanista) do século XV.


06. “[...] a natureza da economia rural na Grã-Bretanha e suas colônias foi, mais uma vez, transformada muito cedo: a importância da agricultura doméstica tornou-se quase nula [...] - isto numa sociedade que, em toda a longa história das comunidades humanas, já havia se tornado a primeira em que a maioria da população era urbana. Como boa parte dos principais processos de desenvolvimento subseqüente - e mais, o próprio conceito de ‘desenvolvimento’ em todo o mundo - vem se dando nesta direção, a experiência inglesa continua sendo excepcionalmente importante: é não apenas sintomática como também sob certos aspectos reveladora”. MOURA Jr., João - Prefácio IN: WILLIAMS, R. - O Campo e a cidade, na história e na literatura, SP, Cia das Letras, 1989

Conforme o texto houve um aumento da população urbana na Inglaterra. Assinale a alternativa que aponta a principal causa:

a) O processo de cercamento das terras comunais prejudicou a economia doméstica da população pobre da zona rural provocando um êxodo para as regiões urbanas, onde se iniciava a industrialização.
b) O processo de cercamento do domínio servil prejudicou a economia industrial da população pobre da zona rural provocando um êxodo para as regiões urbanas, onde se iniciava a industrialização.
c) O processo de abertura das terras comunais ao plantio, pela população pobre da zona rural provocou uma disputa por essas terras, causando o êxodo para as regiões urbanas, onde se iniciava a industrialização.
d) A economia doméstica da população pobre da zona rural estava em decadência devido à peste negra, no século XVIII, provocando um êxodo para as regiões urbanas, onde se iniciava a industrialização.
e) O processo de cercamento das terras comunais prejudicou a economia doméstica da população pobre da zona rural provocando um êxodo para as regiões urbanas, onde se iniciava a instituicionalização do socialismo.

07. As mudanças trazidas com a modernidade contribuíram para abrir novas perspectivas na gestão da economia e da política. No século XVIII, o pensamento de Adam Smith, já envolvido com o capitalismo, defendia:

a) um rompimento com os fisiocratas e a volta ao controle do Estado sobre a economia.
b) o fim do mercantilismo e o trabalho como a grande fonte de produção da riqueza social.
c) a divisão do trabalho, como aspecto importante para o crescimento da economia.
d) práticas econômicas que ajudassem o desenvolvimento da livre concorrência no capitalismo.
e) uma política que retomasse as práticas cooperativas, próximas do socialismo de Fourier.

08. Muitos pensadores renascentistas formularam princípios que combatiam o autoritarismo político e viam a possibilidade de se construir uma sociedade mais justa e tolerante. Outros, como Maquiavel, inspiraram o absolutismo. Este pensador:

a) destacava que o conflito de interesses marca a sociedade humana, defendendo, assim, a centralização política.
b) apesar do seu pessimismo, defendia princípios democráticos e a ética na política.
c) tinha ideias parecidas com as de Erasmo, autor do Elogio da Loucura.
d) estabeleceu uma forte relação com o pensamento político de Aristóteles.
e) firmou-se como um dos principais pensadores utopistas da época renascentista.
09. Nicolau Maquiavel (1469-1527) escreveu em O Príncipe:

E como disse ter sido necessário, para que conhecesse a virtude de Moisés, que o povo de Israel estivesse escravizado no Egito; [...] - assim, presentemente, querendo-se conhecer o valor de um príncipe italiano, seria necessário que a Itália chegasse ao ponto em que se encontra agora. Que estivesse mais escravizada do que os hebreus, mais oprimida do que os persas, mais desunida que os atenienses, sem chefe, sem ordem, batida, espoliada, lacerada, invadida, e que houvesse, enfim, suportado toda sorte de calamidades. [...] Assim, tendo ficado como sem vida, espera a Itália aquele que lhe possa curar as feridas e ponha fim ao saque da Lombardia, aos tributos do reino de Nápoles e da Toscana, e que cure as suas chagas já há muito apodrecidas.[...] Vê-se, ainda, que se acha pronta e disposta a seguir uma bandeira, uma vez que haja quem a levante. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 107-108.

Considerando o fragmento acima e o momento histórico dessa obra, é possível afirmar que Maquiavel:

a) defendeu que, ao príncipe, seria mais seguro ser amado do que temido pelos seus súditos, concordando com a concepção tomista, que influenciava o pensamento renascentista.
b) expressou revolta com a situação então vivenciada pela Itália, dividida em repúblicas rivais, sugerindo como solução construir uma grandiosa nação em torno de um príncipe.
c) forneceu elementos teóricos para que príncipes autoritários de diversas regiões da Itália sufocassem as liberdades individuais e combatessem o poderio que a Igreja Católica havia adquirido.
d) mostrou que o homem deixaria de ser o lobo do homem quando surgisse um príncipe capaz de impor um contrato social em que os indivíduos abdicassem de direitos em favor do Estado.

10. Considerando-se o papel e a importância do Mercantilismo, é INCORRETO afirmar que

a) essa doutrina tinha como fundamento básico a convicção de que o Estado deveria interferir nos processos econômicos.
b) as políticas fundamentadas nessa doutrina abarcavam as relações entre os países da Europa Ocidental e, também, os laços entre estes e suas colônias.
c) o principal aspecto dessa doutrina era a adoção de ações planejadas para fomentar a industrialização da economia.
d) essa doutrina consistia num conjunto de pressupostos e crenças econômicas vigentes no período de formação e apogeu dos Estados modernos.

11. As grandes navegações, empreendidas pelos portugueses, são consideradas como o primeiro processo humano de dimensões planetárias. Sobre essa atividade é correto afirmar:

a) Até o final do século XIV, os portugueses eram simples pescadores e sobre a influência dos Holandeses e Espanhóis partiram para a dominação do novo mundo no século XVI.
b) Em 1487, Bartolomeu Dias atingiu o limite da África, dobrando o Cabo das Tormentas que passou a ser chamado de Cabo da Boa Esperança.
c) O Infante D. Henrique, ao assumir o trono português desmantelou a marinha real diminuindo, com isso, as expedições de conquista.
d) Embora fosse objetivo dos Portugueses chegar ao Oriente, essa meta nunca foi alcançada.
e) Mesmo sendo a capital do País, a cidade de Lisboa nunca conseguiu destaque nacional sendo sempre superada em efervescência e importância pela cidade de Coimbra.


12. Diversas mudanças acontecidas entre os séculos XV e XVI, na Europa, estimularam uma forte expansão marítima e comercial. Iniciou-se, portanto, a época das grandes navegações. Sobre isto, assinale a única alternativa incorreta:

a) Mesmo suspeitando da existência de terras no Atlântico sul-Ocidental, Portugal insistiu, através da expedição de Pedro Álvares Cabral, em contornar a África rumo ao oriente, pois o comércio das especiarias era muito atraente para ser negligenciado.
b) À época das grandes navegações, a vida cultural das cidades europeias incrementou-se. O surgimento de universidades e a efervescência intelectual, científica e artística inspirada pela cultura da antiguidade clássica e pelo Renascimento tiveram papel essencial neste processo.
c) Para a burguesia e para boa parte da nobreza, a expansão marítima era antes de tudo uma necessidade econômica. Coube aos espanhóis e portugueses retomar um processo, iniciado timidamente no século XIII, em busca de especiarias e fabulosas riquezas.
d) Além das razões de ordem material, outro grande motivo que contribuiu para que os portugueses e espanhóis se lançassem nas aventuras ultramarinas foi a crença de que era preciso difundir com urgência a fé católica entre os povos não cristianizados.
e) A ascendente burguesia européia posicionou-se contrária ao processo de expansão marítima e comercial, pois via nele a possibilidade de a nobreza feudal manter e até expandir o seu poder econômico e político sobre toda a Europa.

13. Sobre a Expansão Marítima Européia, analise as afirmativas abaixo.

1) Para a realização da grande aventura marítima, foram fundamentais as descobertas técnicas da época, não tendo influência a experiência do navegador.

2) A busca de riqueza foi importante para o envolvimento das pessoas com a navegação e para a valorização de novos produtos comerciais.

3) O descobrimento do Brasil foi resultado de uma estratégia do grande navegador Vasco da Gama com a ajuda de Pedro Álvares Cabral.

4) A Expansão Marítima trouxe grandes renovações para a cultura da época e teve, portanto, claras ligações com as mudanças históricas que levaram à construção dos tempos modernos.

5) A importância das viagens de Colombo se restringe aos parâmetros de uma aventura heroica de um grande e idealista navegador.

Estão corretas apenas:
a) 1, 2 e 5
b) 3 e 4
c) 1, 3 e 5
d) 2 e 4
e) 1, 2, 4 e 5


14. Leia o que registrou em seu diário um mercador veneziano em princípios do século XVI.

E aproximava-se o tempo da chegada das notícias de Portugal sobre a vinda das suas caravelas, e esperava-se essa notícia com muito medo e apreensão; e por causa disso não havia transações, nem de um ducado (...) Na feira alemã de Veneza não há muitos negócios. E isto porque os alemães não querem comprar pelos altos preços correntes, e os mercadores venezianos não querem baixar os preços, vista a pequeníssima quantidade de especiarias que se encontram em Veneza.(...) Os alemães não compram imediatamente aquilo que necessitam, pois não sabem o que as caravelas portuguesas podem trazer de especiarias. (Gustavo de Freitas. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano, s/d. p.106)

Com a descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1498,

a) houve fortalecimento da nobreza feudal portuguesa, a crescente valorização dos salários e a escassez de moedas.
b) a rota para a obtenção das especiarias se alterou substancialmente com a emergência dos venezianos no controle do comércio oriental.
c) o eixo econômico deslocou-se do Mediterrâneo para o Atlântico com o impedimento dos turcos otomanos que defendiam uma economia agrícola.
d) Lisboa tornou-se centro comercial das especiarias em detrimento das cidades italianas que perderam o monopólio do comércio com o Oriente.
e) Portugal tornou-se o centro de convergência dos metais hispano-americanos o que tornou o comércio das especiarias ultrapassado

15. Nos primórdios da modernidade, os conquista¬dores, missionários e comerciantes europeus ocidentais trouxeram ao conhecimento do Velho Mundo a existência de vastos territórios inexplorados, inaugurando uma nova era de abertura e unificação de mercados. Entre outras razões dessa expansão geográfica, é correto citar:

a) o aumento excessivo da população que começou a se constituir ininterruptamente a partir do século XIV e provocou a busca de novas terras de colonização e exploração.
b) o crescimento da economia nos séculos XIV e XV, que levou os europeus a procurar novos mercados.
c) a expansão dos turcos otomanos, com a tomada de Constantinopla, o que bloqueou a passagem terrestre da Europa para o Oriente.
d) o teocentrismo e a escolástica, que estimulavam os homens em sua curiosidade por novas culturas e novas religiões.
e) a pretensão dos europeus de exercer o controle comercial e militar no Mediterrâneo.
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As Aventuras da Família Brasil - Luis Fernando Veríssimo.

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sexta-feira, abril 20, 2012

Que Sob a Toga dos Ministros do STF Não se Esconda Nenhum Escravocrata.


Está em curso uma nova caça aos povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, por um contingente expressivo de escravocratas.

A Diretoria e Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, às vésperas do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, STF, da Ação Direta de Inconstitucionalidade, ADI 3239, proposta pelo partido dos Democratas, contra o Decreto Federal 4887/2003, vem expressar sua profunda preocupação com o que está acontecendo neste país.

Está em curso uma nova caça aos povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, por um contingente expressivo de escravocratas, que lançam seus tentáculos em diferentes espaços do Estado brasileiro e têm apoio de diferentes órgãos da imprensa nacional.

Como à época do Brasil Colônia, povos indígenas inteiros foram devastados por não quererem se submeter aos ditames dos invasores; à época da escravidão, os senhores de escravos contavam com toda a estrutura do poder público para perseguir e destruir os espaços de liberdade construídos pelos negros, chamados de quilombos; hoje, novos escravocratas, com voracidade incomum, atentam contra as comunidades indígenas e quilombolas, com ações diretas ou utilizando de trincheiras, assim chamadas legais, para impedir o reconhecimento dos territórios historicamente por elas ocupados.

Sucedem-se os ataques diretos às comunidades indígenas e quilombolas. Os dados coligidos pela CPT nos dão conta que em 2011 foram assassinados 4 indígenas e 4 quilombolas nas disputas territoriais; 82 conflitos por terra envolveram os índios e 100 os quilombolas; 77 quilombolas e 18 indígenas foram ameaçados de morte; e 8 indígenas e 3 quilombolas, sofreram tentativas de assassinato.

No plano dito “legal” são muitas as ações que os novos colonizadores e escravocratas movem contra a continuidade dos processos de identificação e titulação das terras indígenas, e dos territórios quilombolas e de outras comunidades tradicionais. Estas encontram fácil acolhida em diversas instâncias do poder Judiciário.

Mas, possivelmente, é na trincheira do Congresso Nacional que os novos colonizadores e escravocratas têm seus mais firmes tentáculos. Há poucos dias a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda Constitucional, PEC 215, pela qual os parlamentares querem ter exclusividade na demarcação de terras indígenas, de quilombolas e de unidades de conservação ambiental, retirando esta competência do Executivo. Com isso praticamente fica inviabilizado qualquer reconhecimento de novas áreas. E são inúmeros os projetos de lei que buscam restringir os parcos direitos territoriais dos povos indígenas e das comunidades quilombolas.

O Decreto Federal 4887/2003, assinado pelo ex-presidente Lula que regulamentou o processo de titulação das terras dos remanescentes das comunidades de quilombos criando mecanismos que facilitam o processo de identificação e posterior titulação de comunidades encontrou no partido dos Democratas (um dos últimos resquícios da sustentação parlamentar da ditadura militar) ferrenha oposição.

O Decreto que ratificou o estabelecido no Artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”, foi considerado pelos “democratas” (triste contradição), inconstitucional.

Os novos escravocratas se espalham pelo Congresso Nacional, nos mais diversos partidos, tendo constituído a assim chamada Bancada Ruralista. Esta bancada, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), é formada por 159 parlamentares, sendo 141 deputados e 18 senadores.

Ela lidera as desastrosas mudanças no Código Florestal e em toda a legislação ambiental; desde 2004, praticamente, impede a última votação da PEC 438 que determina o confisco das áreas onde for constatada a exploração de trabalho escravo; e se opõe a qualquer tentativa de reconhecimento dos direitos territoriais dos povos indígenas e das comunidades quilombolas e outras.

A ADI 3239, proposta pelos “democratas” vai a julgamento no STF, nos próximos dias. As comunidades quilombolas que saudaram os pequenos avanços no reconhecimento de sua cidadania e de seus direitos expressos no Decreto Federal 4887/2003, não podem ser defraudadas.

A Comissão Pastoral da Terra espera que os ministros do STF julguem esta ação a partir dos direitos fundamentais da pessoa humana e não se enredem em questões minúsculas de formalidades jurídicas. Está em jogo o direito de populações que historicamente foram discriminadas, massacradas, jogadas à margem da sociedade. É mais que necessário que se garantam os poucos direitos tão duramente conquistados. A CPT quer acreditar que sob a toga dos ministros do STF não se esconde nenhum dos escravocratas atuais.

Por Enemésio Lazzaris (presidente da Comissão Pastoral da Terra).
Fonte: Revista Fórum;/Correio da Cidadania. 
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quinta-feira, abril 19, 2012

Dia do Índio: Só 'Homem Branco' Tem Motivos Para Comemorar.


O Dia do Índio, celebrado nesta quinta-feira, é destaque entre os assuntos mais comentados pelos internautas brasileiros no Twitter. Porém, os índios garantem que não há motivos para comemorar a data, bem como destacaram ao SRZD os problemas da situação atual dos indígenas no país.

"Na verdade apenas o 'homem branco' comemora o Dia do Índio. A gente até acha isso bonito, mas para nós não tem significado forte", explicou Xmyakakasulni-o, de 32 anos, da tribo Fulni-o, que fica a 377 quilômetros da capital de Pernambuco. Segundo ele, cerca de seis mil pessoas vivem na comunidade, onde tentam manter seus hábitos e sua cultura.

"A gente gostaria de ser mais respeitado. Que as pessoas respeitassem a nossa maneira de viver, as nossas diferenças. A gente queria que eles nos deixassem viver no nosso habitat sem ninguém interferir", destacou.

Já Alex Makuxi, de 22 anos, da tribo Makuxi, que fica na Raposa Serra do Sol, área de terra indígena situada no nordeste de Roraima, criticou a falta de apoio do governo para causa e reclamou dos problemas enfrentados pelos indígenas.

"Hoje é um dia que muitas pessoas pensam que o índio deve comemorar. Nós temos até algumas conquistas, mas muitas coisas são para lamentar. Por exemplo, no Mato Grosso do Sul, as terras não são demarcadas, índios morrem ao lutar por dignidade para viver. Temos problemas de falta de escolas, a saúde é precária e o governo não da atenção", enfatizou Makuxi.

"O movimento índigena também é criminalizado. Eles acusam os índios de formação de quadrilha quando tentam fazer algum tipo de manifestação", completou. Ele também ressaltou que as tecnologias tem ajudado a manter os indígenas mais unidos.

"Temos nos mantido mais juntos com ajuda dos computadores, da internet. O site "Indios on line" já reúne mais de 500 pessoas e nos ajuda a trocarmos ideias e também fortalecer os indígenas", concluiu.

Por Laura Machado.
Fonte: SRZD
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quarta-feira, abril 18, 2012

Assembléia Geral dos Professores da Rede Privada de Pernambuco.

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domingo, abril 15, 2012

15 de Abril: O Primeiro Congresso Operário Brasileiro.


Pautado por uma linha anarquista e anarco-sindicalista - ideologias bastante difundidadas no início do século passado em vários centros urbanos - o I Congresso Operário Brasileiro ocorreu entre os dias 15 e 22 de abril do ano de 1906. O local do evento foi a rua da Constituição, situada no Rio de Janeiro.

Ao som do famoso hino da Internacional Comunista, várias correntes políticas que organizavam a luta da classe operária no país, se reuniram pela primeira vez a fim de debater sobre os rumos do sindicalismo revolucionário no país. Entre os participantes, estavam os representantes de sindicatos e associações operárias de várias regiões do Brasil. E justamente por essa mobilização que o I Congresso Operário Brasileiro conseguiu criar as bases para fundar posteriormente a Confederação Operária Brasileira - COB, primeira entidade de representação e unificação da classe trabalhadora do país.
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Coluna: Os Malvados.

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Exercício de História - Egito (2).

01. As relações entre o Estado e a religião, existentes entre os povos da Antiguidade, caracterizaram diferentes formas de organização políticosocial. Sobre essas relações, é correto afirmar que
a) o politeísmo implantado pelas monarquias hebraicas restringia a concepção do rei como ser humano, tornando-o, ungido de Deus.
b) a teocracia egípcia, concepção divina de poder, personificada no faraó como próprio Deus, limitou-se ao período do Novo Império.
c) a monarquia teocrática, no Egito antigo, ocorria através da personificação de Deus e do Estado na figura do faraó.
d) o Código de Hamurábi era um manual de orientação espiritual, que autorizava os fiéis a fazer justiça com as próprias mãos.

02. O Egito faraônico e as cidades-Estados da Mesopotâmia, a partir do III milênio a. C., podem ser consideradas como as primeiras formações históricas da humanidade que conheceram a organização e instalação de organismos político-institucionais e administrativos, dando origem ao Estado. Sobre esta assertiva e em relação às duas formações históricas citadas acima, podemos afirmar:
a) As cidades-Estados da Mesopotâmia se caracterizaram, na primeira metade do III milênio a. C., pela ausência de uma unidade político-territorial entre as mesmas, configurando uma descentralização política, alterada, na segunda metade do III milênio a. C., com as tentativas de unir as cidades-Estados em unidades político-territoriais maiores, como quando da formação do Império de Akkad.
b) Como na Mesopotâmia, o Egito faraônico só emergiu como um reino unificado a partir do Reino Antigo (2575 a 2150 a.C.), sendo o período anterior, o Tinita, marcado pela fragmentação política e conflitos entre os governantes dos nomos, que procuravam estender o seu poder sobre o Vale do Nilo e expressar a sua força política através da construção de pirâmides, como Queóps, Quéfrem e Miquerinos.
c) Existem duas explicações para a formação do Estado no Egito faraônico e na Mesopotâmia: a primeira afirma que o Estado teria surgido da necessidade de organização de um poder estatal capaz de coordenar, dirigir e executar os trabalhos de construção de obras hidráulicas para a irrigação; a segunda explicação, a partir do conceito de modo produção asiático, alega que um conjunto de fatores (disputa dos recursos naturais e áreas cultiváveis, necessidade de defesa contra as pilhagens, comércio de longo curso, garantir o suprimento de matérias-primas básicas, diferenças sociais no interior da comunidades aldeãs, disputa pelo poder entre chefes tribais) teria atuado em conjuntamente para a formação das organizações estatais.
d) A relação entre o poder estatal e os camponeses no Egito faraônico e na Mesopotâmia, no III milênio a. C., foi marcada por uma escravização desses últimos, onde eles ficavam obrigados a repassar toda a produção agrícola ao Estado e a realizarem trabalhos estatais, recebendo como compensação rações diárias para alimentação e alguns bens (vestimentas, utensílios domésticos, instrumentos de trabalhos) para garantir a sobrevivência, configurando-se, assim, uma sociedade escravista nos moldes da Antiguidade greco-romana e do Brasil Colonial.
e) Durante o Reino Antigo, no Egito faraônico, entre 2575 e 2150 a.C., ocorreu uma consolidação das instituições do governo. As principais funções do Estado, logo abaixo das exercidas pelo faraó, eram executadas pelo tjaty ou ‘vizir’, apresentado-se como o superintendente dos trabalhos reais, auxiliado por funcionários. Esse cargo e outros, monarcas ou governadores das províncias, no início do Reino Antigo, eram ocupados por membros da família real, sendo que o cargo de ‘vizir’, chefe maior da administração central, era regularmente ocupado por um dos filhos do faraó.

03. Os primeiros povoadores do vale do Nilo, que mais tarde constituíram a civilização egípcia, ocuparam a região no período Paleolítico. Até o início do século XIX, a história do povo egípcio era pouco conhecida, as informações existentes eram obtidas por meio das obras de historiadores, gregos e romanos. O maior historiador grego que se dedicou a narrar a história egípcia foi:
a) Homero
b) Sólon
c) Heródoto
d) Tito Lívio
e) Hipócrates

04. "A estada dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos. No mesmo dia que findavam os quatrocentos e trinta anos, os exércitos de Iahweh saíram do país do Egito". (Ex. 12,40). Sobre o "exílio" dos hebreus no Egito, assinale o correto.
a) Algumas tribos hebraicas deslocaram-se para a zona do delta do Rio Nilo, para fugir da grave carestia que assolou a Palestina em meados de 1.700 a.C.
b) O povo hebreu, após inúmeros combates e disputas, foi derrotado pelos egípcios e conduzido em regime de escravidão para a terra dos faraós.
c) Os hebreus se organizaram como mercenários e em atividades comerciais, ocupando as vias das caravanas no deserto, a serviço do faraó egípcio.
d) Quando os hyksos invadiram o Egito levaram consigo algumas tribos hebraicas e arregimentaram os homens como soldados mercenários em seus exércitos.

05. Segundo Heródoto, as técnicas de embalsamamento no antigo Egito eram diversas. Das técnicas descritas abaixo uma NÃO corresponde à descrição feita por HERÓDOTO: (Heródoto Apud Mota, Myriam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos. História das cavernas ao terceiro milênio, p.17.)
a) "Primeiramente, extraem o cérebro pelas narinas (...). Fazem, em seguida, uma incisão no flanco com pedra cortante da Etiópia e retiram, pela abertura, os intestinos, limpando-os cuidadosamente e banhando-os com vinho de palmeira e óleos aromáticos. O ventre, enchem-no com mirra pura moída, canela e essências várias (...). Feito isso salgam o corpo e cobrem-no com natro, deixando-o assim durante setenta dias. Decorridos setenta dias, lavam-no e envolvem-no inteiramente com faixas de tela de algodão embebidas em commi, (...)"
b) "Enchem uma seringa de um licor untoso tirado do cedro e injetamno no ventre do morto, sem fazer nenhuma incisão e sem retirar os intestinos. Introduzem-no igualmente pelo orifício posterior e arrolhamno, para impedir que o líquido saia, em seguida, salgam o corpo, deixando-o assim durante determinado prazo, findo o qual fazem escorrer do ventre o licor injetado. Esse líquido é tão forte que dissolve as entranhas, arrastando-as consigo ao sair. O natro consome as carnes, e do corpo nada resta a não ser a pele e os ossos".
c) "Injeta-se no corpo o licor denominado surmais, envolve-se o cadáver no natro durante setenta dias,(...)".
d) "O corpo é lavado com betume, retirados as vísceras e o cérebro, embebido com éter e cloro, depois é enrolado em uma mortalha".

06. Uma equipe de pesquisadores retirou temporariamente a múmia do mais famoso faraó egípcio, Tutancâmon, de sua tumba para realizar uma série de tomografias em seus ossos. O objetivo é desvendar os mistérios e histórias que envolvem suas vida e morte - assassinato ou causa Natural -, já há mais de três milênios.(O Estado de S.Paulo, 05.01.2005.)

O fascínio que esse soberano egípcio exerce em nosso tempo deve-se, em parte, ao fato de sua tumba ter revelado a grande opulência em que viviam os faraós. Essa opulência era resultado
a) do expansionismo do Império Egípcio, que subjugou os povos do Mediterrâneo, como os cretenses.
b) do domínio egípcio sobre as rotas das caravanas através do Saara, conduzidas pelos beduínos.
c) do regime de servidão coletiva, no qual os excedentes eram apropriados pelo Estado.
d) da crença no monoteísmo, que fazia com que os egípcios se preocupassem com a acumulação de bens.
e) da influência mesopotâmica que levou o Egito a adotar um modelo democrático de governo.

07. O nome do rei egípcio Amenófis IV (c. 1377 a.C. - c. 1358 a.C.) está ligado à reforma religiosa que substituiu o culto de Amon-Rá por Áton e determinou o fim do politeísmo. Além do caráter religioso, essa reforma buscava:
a) limitar a riqueza e o poder político crescentes dos sacerdotes.
b) reunificar o Egito, após as disputas promovidas pelos nomarcas.
c) pôr fim às revoltas camponesas motivadas pelos cultos antropomórficos.
d) reunir a população, por meio da religião, para fortalecer a resistência aos hicsos.
e) restabelecer o governo teocrático, após o crescimento da máquina administrativa.

08. A respeito da sociedade egípcia da Antiguidade Oriental, é correto afirmar que
a) a formação dos “nomos”, as reuniões de comunidades de aldeias, ocorreu após a formação do Estado, o qual emergiu entre 4.000 e 3.000 a.C.
b) o Estado egípcio era uma “Monarquia Despótica”, isto é, uma monarquia em que o soberano era ao mesmo tempo um governante e um deus.
c) o faraó governava por meio de um aparelho burocrático bastante simples e eficiente, constituído basicamente por alguns escribas e soldados.
d) o exército egípcio era pequeno, não profissionalizado e empregado apenas na defesa do faraó e de sua família.
e) a escravidão coletiva foi o regime de produção dominante na época.

09. No Egito Antigo a maioria da população vivia em condições materiais precárias de existência.
Constituía um grupo privilegiado da sociedade egípcia:
a) os felás.
b) os artesãos.
c) os escravos.
d) os sacerdotes.
e) nenhuma resposta está correta.

10.. Sobre a Bíblia e a história dos hebreus, é correto afirmar que
a) a Bíblia é, ao mesmo tempo, o livro cujas traduções estão mais espalhadas pelo mundo e, segundo alguns historiadores, um dos menos lidos de todos os best-sellers. Além de ser um livro sagrado, ela também é uma importante fonte de pesquisa para o conhecimento da história dos hebreus.
b) o povo hebreu, do qual a Bíblia é originária, desde seus primórdios manifestou total desprezo pelas suas tradições escritas. Isso significa que, para eles, a tradição oral teve mais importância na transmissão de conhecimentos e costumes, enfim, para a manutenção de sua identidade.
c) na Bíblia, a história dos hebreus começa em Gênesis, quando Moisés, um dos patriarcas, recebeu a ordem de deixar a sua terra natal para ir rumo à terra que Deus lhe mostrou para nela se estabelecer.
d) embora a Bíblia seja considerada um livro sagrado, ela não deve ser vista como um documento que possa ser estudado por historiadores, pois religião e ciência são diferentes esferas do conhecimento.
e) a Bíblia, composta pelo Antigo e pelo Novo Testamento, é considerada integralmente um livro sagrado para cristãos, judeus e mulçumanos.
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Exercício de História - Mesopotâmia (2).

01. A religião suméria tem suas narrativas épicas da Criação e do Dilúvio. Essas narrativas épicas podem ser consideradas:
a) base de muitas histórias existentes no Antigo Testamento hebraico.
b) um exemplo histórico da força dos deuses e de seus princípios éticos inabaláveis.
c) inspiradoras da mitologia grega, baseada nas aventuras dos deuses sumerianos.
d) um exemplo da falta de espiritualidade dos povos da Antigüidade, politeístas e antropozoomórficos.
e) uma aventura mitológica sem importância para se compreender a religião dos sumérios.

02. “Se um homem alugar um boi ou um asno, e se nos campos o leão matar o gado, é o proprietário do gado quem sofrerá a perda. Se um homem bater em seu pai, terá as mãos cortadas. Se um homem furar o olho de um homem livre, ser-lhe-á furado o olho”. Sendo um dos primeiros códigos de lei de que se tem conhecimento, este texto está associado:
a) Ao Império Babilônico sob o reinado de Hamurabi
b) Ao Império Persa sob a dinastia de Talião
c) Ao Império Persa sob o reinado de Cambises II
d) Ao Egito sob o reinado de Amenófis I
e) A Sociedade Ateniense sob a direção de Péricles

03. Hammurabi, grande chefe militar que viveu no século XVIII a.C., efetuou importantes conquistas militares e elaborou um código legislativo importante. Ele constituiu um modelo de jurisprudência utilizado para regulamentar o poder estatal e os aspectos da vida civil e econômica de seu império. Sobre o Código de Hammurabi, assinale o correto:
a) Foi escrito em caracteres cuneiformes e fornece preciosas informações sobre a estrutura social e regras sobre direito na Babilônia.
b) É o nome de um conjunto de leis do Egito, escrito em hieróglifo, que foi registrado em uma pirâmide.
c) É o resultado de uma complexa legislação hitita, redigida em aramaico. Um de seus princípios básicos é a Lei do Talião, de caráter preventivo e não punitivo.
d) Foi criado pelos hebreus e redigido em hebraico. Apresenta normas rigorosas como, por exemplo, a do "olho por olho, dente por dente".

04. País localizado na região da antiga Mesopotâmia, guardando ainda hoje um dos mais ricos patrimônios arqueológicos do mundo, ele foi o centro do Império Árabe nos séculos VIII e IX. O país contemporâneo a que se refere é:
a) Irã.
b) Iraque.
c) Turquia.
d) Afeganistão.
e) Arábia Saudita.

05. Após a derrota assíria, a Babilônia recuperou a condição de cidade mais importante da Mesopotâmia. O império, então reconstituído, seria governado de 604-562 a.C. e viveria novo apogeu sob a liderança de:
a) Hamurábi
b) Nabucodonosor
c) Sargão
d) Assurpanipal
e) Amenófis IV

06. Como no Egito, a base da economia na Mesopotâmia era a agricultura. Sobre a agricultura na Mesopotâmia, é correto afirmar que foi marcada:
a) Pelo controle das cheias dos rios Tigre e Eufrates. Esse controle exigia uma ação coletiva intensa.
b) Pela presença da cheias do Rio Nilo, fator determinante para definição das épocas de plantio e colheita.
c) Pelo uso de um sistema de rodízio nas plantações, associado ao emprego de adubos artificiais, proporcionados pelos avanços nas técnicas de cultivo.
d) Por uma localização geográfica muito favorecida pelas chuvas constantes, o que lhe proporcionava boas condições à plantação.
e) Pelo emprego da tração animal, como o alce e o lhama.

07. Dos itens abaixo, o único que NÃO pode ser considerado característica da Revolução Urbana que resultou na formação da Civilização Mesopotâmica por volta de 3000 a.C. é
a) a escrita cuneiforme.
b) a metalurgia do bronze.
c) o modo-de-produção escravista.
d) a arquitetura monumental, com destaque para os zigurates.
e) o sistema de Cidades-Estados independentes (Ur, Lagash, Nippur, Umma e outras).

08. Os sumérios foram os primeiros habitantes da Mesopotâmia. Eles se autodenominavam "as cabeças negras" e a região na qual habitavam denominavam de "terra de Sumer". Sobre este povo, assinale o correto.
a) Eram nômades, voltados para a guerra e a conquista de novos territórios. Ao contrário de outros povos, repudiavam o comércio, não possuíam uma cultura definida ou uma religião organizada, com um panteão e seus ritos.
b) Oriundos de diversos grupos étnicos, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar aos poucos nos territórios da região mesopotâmica em busca de terras agricultáveis. Eram conhecidos pela sua habilidade no comércio.
c) Eram sedentários. Agricultores, realizaram obras de irrigação e canalização dos rios. Construíram as primeiras cidades fortificadas que funcionaram como cidades-estados. Utilizavam técnicas de metalurgia e a escrita.
d) Eram, sobretudo, comerciantes e artesãos. Sem nenhuma aquisição cultural significativa. Fundaram um império unitário com um regime político único. Descendentes dos semitas, foram os primeiros a buscar uma religião monoteísta.

09. O atual Iraque abrigou territorialmente a maior parte da Antiga Mesopotâmia ("terra entre rios"), berço de ricas civilizações. Entre essas civilizações encontram-se os sumerianos, os quais se caracterizavam por
a) apresentar uma comunidade constituída por clãs familiares independentes, onde a administração política descentralizada era exercida pelos patriarcas das aldeias.
b) constituir um império duradouro e unificado, imune, graças a suas defesas naturais e a seus grandes exércitos, aos perigos inerentes às migrações de sociedades nómades.
c) representar uma sociedade liderada pela oligarquia mercantil e pelos proprietários de navios, cujo poder e riqueza advinham sobretudo do comércio e do domínio dos mares do Oriente Médio.
d) provocar uma ruptura embrionária entre a dimensão divina e a dimensão humana da figura real, dado que o Patês/não era o próprio Deus, como no Egito, mas apenas seu representante.
e) formar um povo economicamente auto-suficiente, que não praticava relações comerciais com o exterior.

10. Hamurabi realizou uma obra que o eleva à posição de um dos mais extraordinários governantes da Mesopotâmia. Assinale-a:
a) Demonstrou o pacifismo que o situa entre os soberanos mais avessos ao imperialismo da Antigüidade.
b) Transformou a Babilônia na mais bela capital da época, fazendo construir os famosos jardins suspensos.
c) Evitou qualquer contato com o exterior, a fim de manter o país imune às constantes agitações do Oriente.
d) Promulgou uma série de leis que visavam uniformizar a jurisprudência, sistematização pioneira do Direito.
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quarta-feira, abril 11, 2012

Elogiando as Utopias & Cortejando o Absurdo - Blaise Pascal.


“O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante”

"Quanto mais inteligente um homem é mais originalidade encontra nos outros. Os medíocres acham toda a gente igual".

"O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece"

Blaise Pascal. 



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Exercício de História - Independência dos Estados Unidos da América.

01 A origem do processo de independência dos Estados Unidos, em fins do séc. XVIII, relaciona-se com a:
a) crise do Antigo Regime, ocasionada, em grande parte, pela difusão de idéias políticas e sociais de cunho liberal, contrárias às determinações monopolísticas contidas no pacto colonial.
b) intenção das colônias do Norte de se separarem do Sul escravista, em razão das dificuldades que a estrutura socioeconômica sulina criava ao desenvolvimento capitalista na região.
c) tentativa de expansão francesa na América do Norte, em virtude da Guerra dos Sete Anos, que fortaleceu a hegemonia política da França no continente europeu e ameaçou o domínio britânico.
d) influência da Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia absolutista, criando, em seu lugar, instituições controladas pela burguesia, as quais impulsionaram o capitalismo.

02. Primeiras colônias americanas a se tornarem independentes em 4 de julho de 1776, os Estados Unidos assumiram no século XIX:
a) uma posição de estímulo aos movimentos revolucionários, contestando as estruturas tradicionais do poder vigentes em grande parte da Europa;
b) uma intransigente defesa da intervenção do Estado nas atividades econômicas, visando controlar os abusos da burguesia;
c) a identificação do Estado com a religião puritana, que seria obrigatória para todos os cidadãos;
d) dentro do continente americano, uma política imperialista, impondo seus interesses econômicos às demais nações;
e) uma política de expansão colonial em direção à África e à Oceania.

03. Leis britânicas acirravam as divergências entre colonos americanos e a Coroa Inglesa, provocando a luta pela independência. Entre os objetivos dessas leis, devem ser destacados as seguintes:
a) Aumentar a receita real, impedir o contrabando e o comércio intercolonial e promover a recuperação econômica da Companhia das Índias Orientais.
b) Aumentar o consumo de chá e açúcar nas colônias, obrigar ao uso de selos na correspondência e aumentar as exportações das colônias.
c) Abolir a escravidão nas colônias, separar juridicamente as treze Colônias e ajudar a Pensilvânia a anexar terras no Oeste.
d) Recuperar a Companhia das Índias Ocidentais, abrir o porto de Boston às nações amigas e aumentar as importações das colônias.
e) Pagar indenizações à França, devido à derrota inglesa na Guerra dos Sete Anos, revogar os Atos Townshend e favorecer os produtores locais de açúcar.

04. Sobre a Independência dos Estados Unidos da América, assinale a alternativa correta:
a) A origem do movimento da independência deve ser encontrada no desenvolvimento uniforme das Treze Colônias Inglesas.
b) O crescimento do comércio triangular, praticado pelas colônias de povoamento situadas no Sul, gerou atritos com a metrópole.
c) O Segundo Congresso Continental de Filadélfia decretou a separação dos Estados Unidos, através da Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson.
d) A política de conciliação adotada pela Inglaterra retardou o processo de independência da Treze Colônias Inglesas.
e) A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra durante a Guerra de Independência.

05.Sobre a Independência dos Estados Unidos da América afirma-se que :
I -A origem do movimento da independência deve ser encontrada no desenvolvimento uniforme das 13 Colônias Inglesas.
II- Os colonos sentiram-se muito prejudicados pela proibição da coroa inglesa ao comércio triangular, praticado pela colônia, fato que gerou sérios atritos com a metrópole.
III- O Segundo Congresso de Filadélfia decretou a separação da Inglaterra em 4/7/1776, através da Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson.
IV- A política de conciliação adotada pela Inglaterra retardou o processo de independência da Treze Colônias Inglesas.
V- A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra durante a Guerra de Independência.

Assinale a alternativa correta:
a) Estão corretas a opções I, II e III.
b) Estão corretas a opções II e III.
c) Apenas a opção II.
d) Estão corretas as opções III, IV e V.
e) Apenas a opção I.

06. Dentre os motivos da independência americana, destacam-se:
a) a Guerra dos Sete Anos, a política monopolista da Grã-Bretanha e a influência das idéias liberais iluministas.
b) a Guerra dos Setes Anos, a política liberal da Grã-Bretanha e a influência das idéias liberais iluministas.
c) a Guerra dos Setes Anos, a política monopolista da Grã-Bretanha, a independência do Brasil e a influência do fisiocratismo americano.
d) a Guerra dos Sete Anos, a política monopolista da Grã-Bretanha, a aliança com os indígenas da costa oeste americana e a influência das idéias monopolistas francesas.
e) a Guerra das Duas Rosas, a política monopolista da Grã-Bretanha, a independência do Brasil e a influência da Revolução Francesa

07. A independência das 13 colônias inglesas da América do Norte - a Revolução Americana - resultou:
I - do desdobramento natural da relativa autonomia econômica e política dessas colônias de povoamento;
II - da reação dos colonos às medidas legais tanto fiscais e quanto administrativas tomadas pela Inglaterra após a Guerra dos Sete Anos;
III - dos prejuízos causados aos colonos pela política liberal inglesa, que aboliu o "pacto colonial";
IV - da manutenção e intensificação das práticas mercantilistas inglesa que se opunham ao "comércio triangular" realizado pela burguesia colonial.

Assinale a opção correta:
a) estão corretas apenas I e II
b) estão corretas apenas I e III
c) estão corretas apenas II e IV
d) estão corretas apenas I, II e III
e) estão corretas apenas I, II e IV

08. A Lei do Açúcar (1764) e a Lei do Selo (1765) representaram, quando implementadas, para:
a) os EUA, um estopim à declaração de guerra à França, aliada, incondicionalmente, aos interesses ingleses.
b) a França e a Inglaterra, formas de arrecadação e controle sobre o Quebec e sobre as Treze Colônias.
c) os EUA, uma excepcional oportunidade, pela cobrança destes impostos, à ampliação de seus mercados interno e externo.
d) as Treze Colônias, uma medida tributária que possibilitou a expansão dos negócios da burguesia de Boston na Europa, marcando, assim, o início da importância dos EUA no cenário mundial.
e) a Inglaterra, uma alternativa para um maior controle sobre as Treze Colônias, e, também, uma medida tributária que permitisse saldar as dívidas contraídas na guerra com a França.

09.Sobre o processo de Independência dos Estados Unidos, é correto afirmar que:
a) as leis do Parlamento inglês, reforçando o controle comercial-tributário da metrópole, contribuíram para convencer os colonos da necessidade de separação.
b) a situação das colônias americanas tornou-se muito difícil quando a monarquia francesa resolveu dar apoio militar ao reino inglês.
c) os colonos perceberam a inevitabilidade da independência logo que realizaram o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia.
d) as idéias liberais de John Locke inspiraram o pensamento de Jefferson e outros líderes, mas pouco influenciaram a Declaração da Independência.
e) os colonos encontraram no Iluminismo o suporte ideológico para defenderem a igualdade social e recusarem qualquer influência religiosa.

10. Uma das características básicas do processo de independência das 13 colônias da América do Norte é:
a) isolamento do movimento no contexto americano.
b) ocorrência pacífica.
c) adoção de uma constituição republicana parlamentarista.
d) alteração da estrutura social vigente.
e) preservação da unidade territorial.
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Estagiário que Atuava Como Empregado Terá Direito a Verbas Trabalhistas.



A Dexter Engenharia e Construções Ltda. terá de reconhecer vínculo empregatício com um estagiário que conseguiu comprovar o desvirtuamento de suas funções dentro da empresa. A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) foi confirmada pela Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em recurso de revista interposto pela Dexter, que agora terá de pagar verbas rescisórias ao trabalhador. O estagiário, que cursava Engenharia Civil, informou ter abandonado o curso na Universidade Paulista (Unip) por problemas pessoais. Na época, diz que levou à empresa a informação, mas que esta não procedeu à alteração da modalidade de contratação. Diante disso, o estagiário contou que continuou a exercer as funções de assistente de engenharia, na qualidade de empregado comum.

Por sua vez, a empresa alegou que as atividades do ex-universitário sempre foram relacionadas ao estágio e sempre acreditou que ele estivesse devidamente matriculado no curso. Segundo ela, além de o estagiário ter omitido o trancamento da matrícula, afirmou que ele adotava "como regra" ser contratado como estagiário e, depois, acionar a Justiça "para se locupletar de forma ilícita, noticiando a existência de vínculo de emprego e pleiteando seu reconhecimento e consequentes direitos decorrentes".

Restava a controvérsia, porém, sobre se a responsabilidade pela situação seria do estagiário, que, mesmo sabendo que o vínculo de estágio estava ligado à matrícula em instituição de ensino, teria mantido a situação anterior, ou da empresa, que não cobrou, como alega o seu representante, os comprovantes de matrícula do aluno. Para o TRT-SP, o argumento da empresa não a eximiria da responsabilidade que lhe cabe na contratação. Nesse sentido, negou provimento a seu recurso ordinário e manteve a condenação.

O processo chegou ao TST, e a decisão foi mantida. Segundo o ministro relator do processo, Walmir Oliveira da Costa, o estágio deve visar ao aprimoramento dos ensinos técnicos e, no caso, o Regional comprovou ter ficado evidente o exercício do estagiário em funções de empregado comum, conforme prova oral e com base no artigo 3º da CLT. A decisão da Primeira Turma foi unânime. 

FONTE: JusBrasil.
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sábado, abril 07, 2012

Ensino Superior Sob Ataque.


A capacidade de sobrevivência da universidade sempre encontrou raízes na sua autonomia financeira relativa, baseada no baixo custo real da operação. Esta foi a universidade de ontem, não a de hoje – nem a de amanhã.

Por Immanuel Wallerstein

Durante muito tempo, existiram no mundo apenas umas poucas universidades. O corpo estudantil total destas instituições era muito pequeno. Este pequeno grupo de estudantes era em grande parte originário das classes mais altas. Frequentar a universidade conferia um grande prestígio e refletia um grande privilégio.

Este quadro começou a mudar radicalmente depois de 1945. O número de universidades começou a expandir-se consideravelmente, e a porcentagem de pessoas que frequentavam a universidade começou a crescer. Além disso, não se tratou de uma simples questão de expansão nos países que já tinham universidades importantes. A educação universitária foi lançada num grande número de países que tinham poucas ou nenhuma instituição universitária antes de 1945. O ensino superior tornou-se mundial.

A pressão para a expansão veio de cima e de baixo. De cima, os governos sentiram uma necessidade importante de ter mais licenciados para garantir a sua capacidade de competir nas mais complexas tecnologias essenciais para a expansão explosiva da economia-mundo. E de baixo, grande parcela do extrato médio e mesmo do extrato mais baixo das populações mundiais insistiam em ter acesso ao ensino superior, de forma a melhorar consideravelmente as suas perspectivas econômicas e sociais.

A expansão das universidades, notável em tamanho, foi possível graças ao crescimento da economia-mundo depois de 1945, o maior da história do sistema-mundo moderno. Havia muito dinheiro disponível para as universidades, que tinham todo o prazer em usá-lo.

Claro que isto mudou de certa forma os sistemas universitários. As universidades individuais tornaram-se maiores e começaram a perder a qualidade da intimidade que era característica das estruturas menores. A composição de classe do corpo estudantil, e também do docente, evoluiu. Em muitos países, a expansão não só significou uma redução do monopólio das pessoas dos extratos altos como estudantes, professores, administradores, mas também muitas vezes significou que os grupos “minoritários” e as mulheres começaram a ter um acesso mais amplo, que antes fora total ou parcialmente negado.

Este quadro cor-de-rosa começou a passar por dificuldades por volta de 1970. Por um motivo: a economia-mundo entrou numa longa estagnação. E, pouco a pouco, o montante de dinheiro que as universidades recebiam, em grande parte proveniente do Estado, começou a diminuir. Ao mesmo tempo, os custos da educação universitária continuaram a subir, e as pressões vindas de baixo no sentido de uma expansão contínua tornaram-se ainda mais fortes. A história, desde então, foi a de duas curvas indo em direções opostas – menos dinheiro e despesas aumentadas.

Quando chegamos ao século XXI, a situação ficou terrível. Como se arranjaram as universidades? Uma das formas foi o que começamos a chamar “privatização”. A maioria das universidades de antes de 1945, e mesmo de antes de 1970, eram instituições estatais. A única exceção significativa foram os Estados Unidos, que tinham um grande número de instituições não-estatais, a maioria das quais evoluíra de instituições de base religiosa. Mas mesmo nestas instituições privadas norte-americanas, as universidades eram geridas como estruturas não-lucrativas.

Em todo o mundo, a privatização começou a significar várias coisas: uma, começaram a existir instituições de ensino superior criadas com o objetivo do lucro. Duas, as instituições públicas começaram a procurar e a obter dinheiro de doadores empresariais, que começaram a intrometer-se no governo interno das universidades. E três, as universidades começaram a procurar registar patentes provenientes de descobertas e invenções que eram fruto do trabalho dos investigadores e da universidade, e assim entraram como operadores na economia, quer dizer, como negócios

Numa situação em que o dinheiro era escasso, ou pelo menos parecia escasso, as universidades começaram a transformar-se em instituições mais semelhantes a empresas. Observou-se este fenômeno de duas formas principais. As posições administrativas de topo das universidades e das suas faculdades, que eram tradicionalmente ocupadas por acadêmicos, começaram a ser ocupadas por pessoas vindas do mundo dos negócios e não da vida universitária. Eles angariavam dinheiro, mas também começavam a estabelecer critérios para o seu uso.

Começaram então a fazer-se avaliações de universidades na sua totalidade e de departamentos universitários em termos de resultados produzidos em relação ao dinheiro investido. Isto podia ser medido pelo número de estudantes que pretendiam seguir estudos particulares, ou por quanto era valorizado o resultado da investigação de dadas universidades ou departamentos. A vida intelectual estava a ser julgada por critérios de pseudo-mercado. Mesmo o recrutamento de estudantes estava a ser medido por quanto dinheiro era carreado através de métodos alternativos de recrutamento.

E, como se isso não fosse suficiente, as universidades começaram a ficar sob os ataques da corrente de extrema-direita anti-intelectual que acha que as universidades são instituições seculares e antirreligiosas. A universidade como uma instituição crítica – crítica dos grupos dominantes e das ideologias dominantes – sempre tinha enfrentado a resistência e a repressão dos Estados e das elites. Mas a sua capacidade de sobrevivência sempre encontrou raízes na sua autonomia financeira relativa, baseada no baixo custo real da operação. Esta foi a universidade de ontem, não a de hoje – nem a de amanhã.

Pode-se escrever isto como simplesmente mais um aspeto do caos global no qual estamos vivendo. Só que era suposto que o papel das universidades fosse o de serem um dos principais lugares (não evidentemente o único) onde se analisam as realidades do nosso sistema-mundo. É esta análise que pode tornar possível a navegação bem-sucedida nesta transição caótica em direção a uma nova, e oxalá melhor, ordem mundial. De momento, a barafunda dentro das universidades não parece mais fácil de resolver que a barafunda na economia-mundo. E está recebendo ainda menos atenção.

FONTE: Revista Fórum.
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